Lutador da Nova Zelândia sequestrado em Caxias não ficará no Brasil


Jason “Jay” Lee com Mestre Julio: lutador não quer ficar no Brasil Foto: Reprodução do Twitter

O professor de Jiu-Jitsu do lutador da Nova Zelândia Jason ‘Jay’ Lee, que sofreu um sequestro-relâmpago no último fim de semana em Duque de Caxias, afirmou que o atleta está muito assustado e não pretende mais ficar no Brasil.


— Falei com ele na segunda-feira e ele disse que não quer ficar no Brasil, que vai voltar para o país dele. Depois, não retornou mais nenhuma mensagem e não veio mais treinar— contou Julio Cesar Pereira, conhecido como “Mestre Julio”.

Jay Lee treinava na academia GFTeam, no Méier, e pretendia conseguir a faixa preta para abrir uma academia na Nova Zelândia. Segundo o professor, esta é a terceira temporada dele no Brasil para os treinos:

— Ele buscou a academia na internet e veio como muitos outros estrangeiros também vem para cá treinar conosco e aprender o Jiu-Jitsu. Geralmente, os atletas vem com um professor brasileiro, mas o Jay veio sozinho com a namorada — disse.

No local, segundo Mestre Julio, outros 10 estrangeiros treinam atualmente com o grupo, e essa foi a primeira vez que algum deles desistiu por questões de segurança. Ainda segundo o professor, o neozelandês já tinha sido roubado outra vez na Praia de Copacabana e ficou muito assustado com o roubo.

Jay Lee estava no Brasil para aprender Jiu-Jitsu Foto: Reprodução do Facebook

O lutador não quis falar com a imprensa, mas namorada dele, Laura McQuillan, afirmou ao EXTRA que ele está muito assustado com tudo que aconteceu . Ele contou a um jornal da Nova Zelândia - e reafirmou em depoimento - que policiais numa moto o pararam e, quando perceberam que ele era estrangeiro, alegaram que o lutador não poderia dirigir sem um passaporte. Depois, afirmaram que ele precisaria pagar R$ 2 mil ou seria levado para a Polícia Federal. Com medo, Jay foi com os supostos policiais militares a dois caixas eletrônicos onde fez os saques.

Os dois suspeitos de participar do sequestro de um lutador de um jiu-jitsu da Nova Zelândia tiveram as prisões temporárias decretadas pela Auditoria da Justiça Militar. Os cabos Fábio da Costa Barbosa e Anderson Nunes Franco, lotados no Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE), estão detidos em um presídio de Niterói.

Eles prestaram depoimento e confirmaram ter abordado um motorista estrangeiro, no último sábado, no entrocamento da Linha Vermelha com a Rodovia Washington Luís. Os militares alegaram que apenas ajudaram o lutador que, na versão apresentada pelos policiais, estaria com problemas mecânicos no carro que dirigia.



Via Extra
28/07/2016




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