Com culinária diferenciada, restaurante temático em Nova Iguaçu vira navio de piratas

Um ator caracterizado como o pirata Jack posa com Solange Gomes e Adriana Bombom na inauguração do “The Jack” Foto: Divulgação

Convés, leme, vela, piratas e muito sabor. Quem entra no The Jack se sente em alto-mar. O restaurante temático, inaugurado na última quinta-feira no bairro Metrópole, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tem no cardápio carnes nobres, hambúrgueres artesanais e pizza gourmet.

— Queria ter um espaço gastronômico de excelência. Adoro carne, mas sempre ficava chateado de pedir picanha e vir dura. Percebi que havia carência de uma casa de carnes nobres na Baixada — explica o proprietário, o cirurgião-dentista Luiz Nakandakare, de 47 anos.


Hambúrgueres artesanais com pães coloridos sem corantes estão no cardápio. Na foto, pão de açaí Foto: Cléber Júnior / Extra

A pizza gourmet, feita com farinha italiana e molho de tomate da casa, e o hambúrguer artesanal, com pães coloridos sem corantes, são apostas do empreendimento.

— Os três pratos mais pedidos são costela ao molho barbecue, croquete de carne assada marinada na cerveja e carne de sol desfiada. Em breve, teremos uma carta de vinho. Vou fazer um curso de sommelier (profissional especializado em bebidas). Também haverá comida japonesa — adianta Nakandakare.

Todo o processo de preparo da refeição é acompanhado pelo cliente. Ele seleciona a quantidade e o tipo de carne, escolhe os acompanhamentos e assiste ao alimento assando.

Nakan (centro) com seus funcionários. Clientes podem usar acessórios de pirata dentro do restaurante 


Foto: Cléber Júnior / Extra
Na entrada do restaurante. um leme onde clientes tiram foto e se sentem navegando num navio Foto: Cléber Júnior / Extra

Se o The Jack inova na gastronomia, a decoração não fica a desejar. A sensação é de estar dentro de um navio. Até um ator caracterizado como o personagem Jack Sparrow, da saga “Piratas do Caribe”, interage com os clientes, que podem usar acessórios de pirata. De cordas nas lâmpadas à vela no segundo andar, tudo foi idealizado por Nakandakare, que justifica o nome do restaurante:


— Calico Jack foi um capitão pirata. A ideia é esse astral de estar viajando. As pessoas não entram só para comer, mas para uma viagem. A gente pode navegar pelo mundo e trazer a gastronomia.

Daqui a dois meses, será aberto o segundo andar, de 200 metros quadrados, com games para clientela.

Toda a decoração tem como tema o universo dos piratas Foto: Cléber Júnior / Extra

Na contramão da concorrência

Outra inovação do The Jack é o quadro de funcionários. Na contramão do que exigem restaurantes mais tradicionais, são permitidos tatuados, barbudos, usuários de alargadores de orelha e de cabelo black power. Também estão contratando anões com experiência em gastronomia.

— É para fugir do padrão e trazer descontração. Teve um garçom que deixou a barba crescer por um mês para começar. Ainda estamos à procura de anões — afirma Nakan, que tem 11 funcionários no restaurante.

O barman Wellington Bernardo, de 23 anos, disse que é melhor quando se trabalha usando o próprio estilo:

— Nós que trabalhamos ficamos mais confortáveis e o público também.

A gerente de cozinha Elaine Ramos com os hambúrgueres artesanais Foto: Cléber Júnior / Extra


A preferência também é por gente da Baixada. No ramo da gastronomia há 12 anos, com passagem por empresas renomadas do ramo na Zona Sul, a gerente de cozinha Elaine Ramos, de 35, não precisou sair de sua região para trabalhar:


— Estamos trazendo a Zona Sul para a Baixada. Hoje a pessoa não precisa sair daqui para comer bem num lugar bacana.


Com essa equipe a bordo, o empreendimento tem tudo para seguir longa viagem.


— Vamos alinhar a tropa e fazer crescer à medida que a navegação for aumentando — planeja Nakan.



Via Extra

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