Enquanto a tocha olímpica passa mais mortes chocam famílias da Baixada




A noite da última segunda-feira (1º) deixou mais uma família de Japeri em prantos, com a morte de um jovem. Patrick de Azevedo, morador do bairro São Jorge, foi morto com um tiro de fuzil por volta das 20h. Ele ainda foi socorrido e levado para a Policlínica Itália Franco, em Engenheiro Pedreira, mas não resistiu e morreu. Patrick é mais uma vítima da violência que entra para as estatísticas que não param de crescer na Baixada Fluminense.

Segundo informações, na hora do crime, Patrick estava jogando futebol em um campo próximo de casa, quando traficantes da localidade chegaram para executar dois rivais e avisaram para ninguém correr. Porém, todos se desesperaram e correram, foi quando Patrick foi atingido pelas costas.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), somente no primeiro semestre deste ano foram registrados 175 casos de homicídios dolosos, na área de policiamento do 24º BPM, que abrange Queimados, Seropédica, Japeri, Itaguaí e Paracambi. O dado contém 17 casos a mais que o registrado no mesmo período do ano passado.

No dia 11 do mês passado, quem entrou em desespero foi a família da Sônia Maria de Oliveira, de 52 anos, que foi morta após ser atingida por uma bala perdida próximo de sua casa, na comunidade Ferroviário. Sônia trabalhava em uma carrocinha de cachorro-quente em frente à Praça Olavo Bilac e à Paróquia Senhor do Bonfim, em Engenheiro Pedreira. Na ocasião, a Polícia informou que havia um confronto entre facções criminosas na região.

Outro caso chocante

Em Queimados, município vizinho a Japeri a criminalidade também tem feito vítimas fatais. Na última sexta-feira (29) um menino de 9 anos foi baleado dentro do quintal no bairro São Cristóvão. Segundo informações, um homem não identificado chamou na casa do pai do menino, que atendeu o portão e foi recebido a tiros. Pedro Pujani, que estava junto ao pai foi atingido. Ele foi socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. O pai passou por cirurgia e passa bem.

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense investiga esses casos e tenta descobrir a identidade dos responsáveis.


Por: Erick Bello
Jornal de Hoje


Compartilhe nas redes sociais

LEIA OUTRAS NOTÍCIAS QUE ESTÃO BOMBANDO NO BAIXADA VIVA

Próximo post
« Prev Post
Post anterior
Next Post »