Médicos veem distúrbios em comportamento de engenheiro que matou a família

Parentes ouvidos pela polícia negaram que Nabor tivesse histórico de problemas psiquiátricos. Arquivo Pessoal/Reprodução


O engenheiro Nabor Coutinho Oliveira Junior possivelmente vivia um quadro de depressão, na análise do psiquiatra Jorge Jaber, e não viu meios de reverter a situação difícil em que acreditava se encontrar, a não ser no extermínio de sua família e em sua própria morte. Nabor é suspeito de matar a mulher a facadas, jogar os dois filhos do 18º andar de condomínio da Barra da Tijuca e depois se lançar no começo da manhã desta segunda-feira (29).

— Eu acredito que deve ter havido um estopim, talvez uma briga. Segunda-feira de manhã, o começo de uma semana sem perspectiva. Foi uma atitude de extremo egoísmo. Em vez de procurar soluções práticas para os problemas financeiros, como se mudar para um apartamento mais barato, ele optou por uma atitude extrema. O suicida não deseja a morte, deseja cessar o sofrimento.

Parentes ouvidos pela polícia negaram que ele tivesse histórico de problemas psiquiátricos.


O psicanalista Luiz Aberto Py disse acreditar que Oliveira Junior agiu motivado por vaidade, autoritarismo e arrogância, por tomar para si o direito de selar o destino da mulher e dos dois filhos.

— Ele deve ter passado a vida se achando poderoso, e a vaidade, a prepotência e a mente doentia e frágil o fizeram agir como um ditador. É uma pessoa que acha que tem a verdade e a razão a seu lado, que escolhe pelos outros, presumindo que sabe o que é melhor para a família (...) Ele estava em sofrimento, mas é um sofrimento dele, não dos outros. Vejo muito mais um quadro paranoico do que de depressão.


Via R7

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