Mototaxista e motorista de Uber oferecem serviço para caçar pokemons

Equatoriano Victor criou o serviço PokeUber: foco são os pontos de concentração de Pokémons na Zona SulFoto: Maíra Coelho / Agência O Dia

Em tempos de crise, brasileiros pegam carona na onda do aplicativo Pokémon Go – febre mundial que simula a realidade e estimula a caça de monstrinhos poderosos – para faturar uma grana extra. O mototaxista Daniel Gregório, de 33 anos, postou um anúncio no Facebook oferecendo o serviço mototáxi para caça de Pokémons em Niterói (R$ 25, a hora; R$ 12,20 minutos).



“Fiz 34 corridas em três dias. O primeiro cliente fechou duas horas comigo, e pegou quase 100 Pokémons. No dia seguinte, fiz 85 reais. A diária de mototaxista em empresa é de 60 reais, mais R$ 1,50 por entrega. Estão me chamando de caçador de Pokémon”, diverte-se. Daniel se surpreende que a maioria dos clientes veio pelo antigo boca-a-boca. “As pessoas têm um pouco de receio de contratar mototaxi, o pessoal fica meio preocupado, principalmente quando é menor de idade. A mãe me pergunta se é tranquilo”, confessa.

“Com o aumento da procura, estou pensando em colocar carregador de celular na minha moto e máquina de cartão também”, planeja.

O adestrador de cães Pedro Peres, 21, soube da oferta de Daniel pelo Facebook e não pensou duas vezes em contratar o serviço. “É um belo adianto, ainda mais de moto, porque pode dar uma encostada no canto e capturar um Pokémon”, conta.

Motorista de Uber, o equatoriano Victor Zúñiga, 22, teve a ideia de criar o serviço de PokeUber enquanto jogava. “Vi que capturava mais quando estava de carona no carro ou andando de ônibus. Daí pensei: ‘Tem muita gente que gostaria de ter essa oportunidade de se dar bem no jogo e ainda por cima fazer novas amizades’’”, conta ele, é estudante de Biologia e morador do Flamengo.

Zúñiga usou o Facebook para divulgar seu serviço e está na expectativa de muitos clientes. “Peguei um pouco do espírito brasileiro de não desistir nunca”, revela, aos risos. Para a caça, o rapaz delimitou a área da Zona Sul. “Por melhor conforto para mim, que moro perto, quanto para os clientes, para não terem a necessidade de grandes deslocamentos”. Ele até divide alguns pontos de concentração de Pokémons na Zona Sul, como a Praça São Salvador, o Parque Guinle e o Aterro do Flamengo. 

Os interessados no serviço do rapaz devem desembolsar R$ 15 por pessoa, por duas horas, ou R$ 10 por pessoa, por uma hora, para grupo de quatro pessoas. Mas não pense que o motorista usa a corrida para caçar seus próprios monstrinhos. “Entrei nessa por causa da grana extra. O próprio game diz para não jogarmos enquanto dirigimos”.

Encontro em São Gonçalo

Quem tem motivos de sobra para rir da nova sensação é Patrícia Dutra, 37, que trabalha há cinco anos em um quiosque no Campo de São Bento. A vendedora nunca viu o local tão cheio como nos últimos dias. “O movimento aumentou 50%. Penso até em contratar um funcionário.”

De olho na oportunidade de reunir fãs do game e, de quebra, atrair pais consumidores, o São Gonçalo Shopping realiza o primeiro Encontro de Pokémon Go, amanhã, às 17h. A expectativa é reunir 1.600 pessoas e 800 já estão confirmados. Os fãs podem se vestir de personagens.

“Existem áreas em que o acesso não será permitido durante o evento e algumas regras, como a de que homens não podem caçar nos banheiros femininos. Também não pode caçar na escada rolante, em lojas ou próximo a parapeito”, projeta Sandra Lima, gerente de marketing do shopping. Ela diz que não aderiu: tem medo de viciar.

Via O Dia
11/08/2016


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