Polícia caça suspeito de esfaquear a ex-companheira em Nova Iguaçu



O crime aconteceu no dia 29 de maio na casa das vítimas, na Rua Dr. Luis Guimarães, na Vila Anita, em Nova Iguaçu. O agressor identificado como José Rodrigues de Oliveira Sobrinho teve o mandado de prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça.

De acordo com depoimento prestado na Delegacia de Polícia da Posse (58a DP) pela dona de casa, o ex-companheiro, que tem histórico agressivo e não aceitava o fim do relacionamento, invadiu sua residência por volta das 19h pulando o muro. Mãe e filha estavam assistindo TV na sala quando foram surpreendidas por José, que estava armado com uma faca.


“Ele chegou, me deu um chute, pegou a faca e disse: “Não grita’. E depois começou a desferir os golpes. Uma das facadas foi tão forte que parte da arma quebrou”, disse, acrescentando que entrou em luta corporal com o ex-companheiro, com o qual teve um relacionamento por aproximadamente 10 anos. No registro de ocorrência no 058-05707/2016, a vítima segue relatando que para defendê-la do agressor, a filha pegou um pedaço de madeira e golpeou o padastro na cabeça. O agressor ainda conseguiu atingir a jovem nas costas antes das duas se refugiarem no quarto e gritar por socorro.

Ao ouvir os gritos, os vizinhos chegaram e chamaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Segundo testemunhas, ao perceber a movimentação de curiosos José fugiu, levando o celular da enteada.

Vítimas foram obrigadas a abandonar casa

Mais de dois meses depois de quase terem sido assassinadas, mãe e filha continuam acuadas pelo fantasma do medo. Com o suspeito à solta, as duas temem que ele possa tentar matá-las. Em mensagens enviadas pelo aplicativo Whatsapp, o agressor faz mais ameaças à ex.

“Estou com medo. Fui obrigada a abandonar minha casa para ir morar com parentes. Esse louco pode querer terminar o que começou. Ele disse que agora vai me encher de tiro. Só vamos ficar em paz depois que ele for para a cadeia onde espero que permanece por bastante tempo. desabafou.

Medidas protetivas não foram suficientes

Ainda de acordo com o termo de declaração, a vítima chegou a registrar duas queixas contra o companheiro. Ela conta que pôs fim ao relacionamento, mas voltou a morar com o suspeito porque constantemente ele ameaçava sua filha.


Com base na lei Maria da Penha a dona de casa conseguiu uma medida protetiva que ordena o suspeito a manter uma distância de no mínimo 100 metros das vítimas, e também de não frequentar os mesmos locais que as duas. “Isso não foi suficiente para evitar que ele invadisse minha casa para tentar me matar”, lembrou a vítima.


Via Jornal Hora H


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