The New York Times destaca violência no Rio: ‘O que vai acontecer depois dos Jogos?’



O site do jornal americano The New York Times destacou mais uma vez, nesta segunda-feira (15), a violência no Rio de Janeiro durante a Olimpíada. O veículo relembra os últimos casos que ocorreram – o assalto ao ministro de Educação de Portugal, assim como a abordagem violenta ao chefe de segurança da cerimônia de abertura; o assassinato de um soldado brasileiro após entrar por engano na favela e o apedrejamento de um ônibus que levava jornalistas. Também menciona o episódio em que quatro nadadores, no último fim de semana (14), foram assaltados e estiveram sob a mira de revólveres. 



O texto enfatiza que todos os episódios de violência ocorreram mesmo com o reforço do esquema de segurança durante a Olimpíada – 85 mil soldados e policiais estão disponíveis. “O que vai acontecer depois que os Jogos acabarem?”, questiona o NYT.

A reportagem ainda relembra que, pouco antes do início do evento esportivo, o Rio de Janeiro declarou estado de calamidade pública e viu policiais protestarem em aeroportos cariocas, com as faixas “Bem-vindos ao inferno”.

Além de entrevistar especialistas em segurança pública, que alertam para o problema de segurança nas favelas, o jornal cita depoimentos de moradores do Rio. Um deles relata que nunca se sentiu tão seguro e que não está acostumado ao policiamento reforçado. Outro diz que o assalto aos nadadores nada mais é do que o que ocorre diariamente na Cidade Maravilhosa.

Contraponto

Uma coluna publicada também no The New York Times, nesta segunda (15), comenta as críticas que o Rio de Janeiro tem recebido na Olimpíada. O jornalista Roger Cohen afirma que o Brasil já passou por problemas sociais mais graves no passado. “Estou cansado, muito cansado, de ler histórias negativas sobre os Jogos Olímpicos brasileiros, como a violência e o abismo entre ricos e pobres (...)”, afirma.



Cohen declara que o Brasil realizou uma cerimônia de abertura “magnífica”, mas continua sendo responsabilizado por não ter conseguido resolver todos os seus problemas sociais antes do início dos jogos. “Há algo no mundo que não gosta de um país em desenvolvimento que organiza um grande evento esportivo”, afirma o texto. Ele cita que a África do Sul também foi criticada pela violência e pobreza – que poderiam ser vergonhosas. Mas que a criminalidade na Inglaterra não foi frequentemente comentada durante os Jogos de Londres. 

“Esses Jogos são bons para o Brasil e para a humanidade. Assista a Usain Bolt ou Simone Biles e se anime”, escreve o jornalista.

Via G1
15/08/2016


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