Violência na Baixada é tema do relatório histórico-jornalístico: 'Um Brasil dentro do Brasil Pede Socorro'

Imagem meramente ilustrativa


A violência na Baixada Fluminense é retratada no relatório histórico-jornalístico: “Um Brasil dentro do Brasil Pede Socorro”, que denuncia o descaso do poder público com a população da Baixada Fluminense e apresenta possíveis soluções urgentes para a problemática. Autoridades, organizações sociais, pesquisadores, instituições de ensino, o músico Chico Buarque de Hollanda e a procuradora Regional da República (2ª Região), Beatriz Barros de Oliveira Christo assinam o documento que será lançado no dia 15 de setembro, às 15h, no auditório Nelson Carneiro, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, mas haverá um pré-lançamento na Diocese de Nova Iguaçu no dia 03 de setembro, sábado, às 9h.

Durante os lançamentos, serão montadas mesas de debate com a presença do bispo diocesano de Nova Iguaçu, dom Luciano Bergamim; do coordenador da Pastoral Operária da Diocese de Nova Iguaçu, Percival Tavares; do coordenador do Viva Rio Tião Santos, do coordenador da Defensoria Pública na Baixada Fluminense, Dr. Antônio Carlos; e do professor da Universidade Federal Fluminense do Rio de Janeiro (UFFRJ) José Cláudio, com mediação do jornalista Marcelo Auller. O evento contará com a presença de autoridades, políticos e formadores de opinião

Desenvolvido pelo Fórum Grita Baixada e pelo Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu, o documento é formado por um compilado de relatos, histórias, depoimentos, vivências e experiências, que são conectados para compor um quadro que traduza a agonia, o medo e o espírito de luta com os quais vivem os moradores dos municípios da Baixada. Também são apresentadas as principais características históricas e atuais da região, com ênfase na criminalidade e seus diversos trâmites entre as instâncias legal e ilegal que a compõe, somadas a um conjunto de falas e testemunhos, com depoimentos exclusivos para a publicação.

Atualmente, a Baixada Fluminense abriga 1/4 da população do Rio de Janeiro. São descendentes de escravos, de japoneses, de italianos, alemães e nordestinos, que se juntam a angolanos, haitianos, coreanos, sulistas brasileiros, turcos, entre outros, que configuram a região como um recorte do Brasil dentro do próprio Brasil. Como já apresenta o relatório, “a população da Baixada Fluminense clama por transformações e quer o diálogo diário com o restante do estado do Rio de Janeiro e com do país; quer se despir da roupagem velha e suja de sangue para se reencontrar a partir de uma nova expressão: limpa, carinhosa, saudável e potente”. A publicação contou com a supervisão do professor José Cláudio Souza Alves, pesquisa e redação da jornalista Mariana Guimarães dos Santos e programação visual de Romulo Bandeira.

>>> Assinam o documento: a Procuradora Regional da República (2ª Região), Beatriz Barros de Oliveira Christo; os deputados federais Chico Alencar e Glauber Braga; o professor e Deputado Estadual do Rio, Marcelo Freixo; o coordenador do Núcleo de Estudos Constitucionais da Puc-Rio, Adriano Pilatti; o coordenador do núcleo de Direitos humanos da PUC-Rio, João Ricardo Dornelles; a doutora em Direito, advogada e ativista dos Direitos Humanos e da Diversidade Sexual, Patrícia Sanches; o escritor e assessor de Movimentos Sociais, Frei Betto; o teólogo, escritor, articulista do Jornal do Brasil e membro da iniciativa mundial da carta da terra, Leonardo Boff; a educadora popular e do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis, Marcia Monteiro de Miranda; o pesquisador Pedro Strozenberg; o músico, poeta e escrito Chico Buarque; e o jornalista Marcelo Auler.


Via Jornal de hoje


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