Correntes de oração se tornam rotina em colégio de jovem com morte cerebral

Renan Grimaldi sofre acidente de carro Foto: Reprodução/Internet

Correntes de oração se tornaram rotina no Colégio Franklin Carneiro, na Penha, na Zona Norte do Rio, onde estudava o jovem Renan Grimaldi, de 18 anos. O rapaz, que segue internado no Hospital estadual Getúlio Vargas, após ter a morte cerebral declarada pelos médicos, cursava o 1º ano do ensino médio na escola particular. A dois meses do fim do ano letivo, estava praticamente aprovado em dez das 14 disciplinas, segundo a direção do colégio. O aluno se preparava para enfrentar uma semana de provas quando, na madrugada de domingo, sua trajetória foi interrompida por um acidente de carro em Olaria.


— Os colegas de turma têm feito diariamente correntes de oração. Na quarta-feira, na hora do intervalo, todos os alunos do ensino médio se reuniram no pátio para rezar — conta a diretora pedagógica Sônia Carneiro Franklin de Sousa.

Colégio onde Renan estudava, na Penha Foto: Fabiano Rocha

Aluno da turma 1.001, Renan tinha bom comportamento e sentava-se sempre na mesma carteira, ao lado da namorada. O lugar que ele costumava ocupar tem permanecido vazio nos últimos dias, e a simples visão da carteira desocupada tem gerado certo incômodo nos aluno. A direção já cogita mudar a turma de sala para que o caso fique voltando à memória dos estudantes.

— Tem sido uma semana bem dolorosa e a tendência é ficar cada vez mais difícil sem ele. Até porque a namorada dele vai continuar na escola e, como eles eram muito unidos, quem olhar para ela vai imediatamente lembrar dele — conta Luciane Pereira de Barros, professora de Português.

"Tem sido uma semana dolorosa", diz Luciane Foto: Fabiano Rocha

Nesta quinta-feira, o colégio publicou uma mensagem de apoio à família nas redes sociais. “Estamos acompanhando e orando junto com a família e amigos para que nosso menino reaja e saia dessa”, diz um trecho do texto.


Revezamento no CTI

Os aparelhos que mantinham o organismo de Renan Grimaldi funcionando artificialmente teriam que ser desligados, como mandam os procedimentos padrões, já que a morte encefálica foi confirmada. Segundo a direção do Hospital Getúlio Vargas, a permissão para que os aparelhos não fossem desligados foi dada em respeito à família. A comoção gerada em torno do caso fez com que a direção do hospital abrisse outra exceção: os pais estão se revezando ao lado do filho no CTI, ambiente no qual é proibida a permanência de acompanhantes.

— Estamos nos revezando para que ele não fique sozinho em momento nenhum. Continuamos confiantes e continuamos a pedir as orações de todos — diz o empresário Rodrigo Amorim Grimaldi, pai de Renan.



Vanessa, mãe do jovem, chora ao saber que aparelhos não serão desligados 
Foto: Pablo Jacob


Via Extra
30/09/2016


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