Integrante da produção do cantor Naldo é autuado por tentativa de estelionato, no Rio




A crise econômica, ao que parece, atingiu em cheio mesmo a produção do cantor Naldo Benny. Um integrante de sua equipe foi autuado por tentativa de estelionato na manhã deste domingo, ao tentar registrar a perda do documento de identidade de outra pessoa e, assim, embarcar usando a passagem dela. O objetivo, segundo o acusado declarou à polícia, era não ter que pagar taxa de reemissão de passagem.

Anderson Barbosa da Silva, de 31 anos, foi à Delegacia do Aeroporto Internacional do Galeão (Dairj), se passando por Julis Nelson Souza de Oliveira, no nome de quem estava a passagem da TAM com destino a Salvador, na Bahia. Segundo um policial da delegacia, Julis tinha sido demitido da produção do Naldo e, por isso, não embarcaria mais. Acompanhado de outros integrantes da equipe, Anderson, dizendo ser Julius, procurou a delegacia para registrar o extravio do documento. No entanto, ao consultar o Portal de Segurança, os policias perceberam que o funcionário e quem aparecia na identidade como Julis não eram a mesma pessoa.

— Eles não contavam que seria pesquisado no portal de Segurança, que tem tudo, inclusive fotos... É uma prática nossa. A pessoa vai ao aeroporto embarcar. Ao chegar lá, (percebe que) esqueceu a identidade em casa. Ela vai à delegacia dizer que perdeu o documento. Então, a gente criou uma rotina de pesquisar todo mundo — explicou o delegado Rodrigo Freitas, da Dairj.

De acordo com a central de atendimento da TAM, não é possível, em nenhuma companhia aérea, a reemissão de bilhete de um passageiro em nome de outro, já que a transferência de titularidade não é prevista pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Nesse caso, o passageiro teria que solicitar reembolso, para, assim, usar o dinheiro para comprar uma nova passagem. Esse tema, inclusive, faz parte de um conjunto de mudanças propostas pela Anac este ano. A agência defende que haja a possibilidade de transferência de titularidade das passagens, mas as companhias aéreas são contra.

Em março deste ano, Naldo admitiu, em entrevista ao EXTRA, que os cachês tinham caído por conta da crise e, por isso, estava cobrando R$ 20 mil por pequenas apresentações. Em 2013, o cantor chegou a cobrar R$ 120 mil por show, um valor 33% mais alto que na fase atual.

Segundo a polícia, Anderson contou que agiu dessa forma por orientação do produtor Luiz Claudio Cantarino. O EXTRA não conseguiu contato com a produção do Naldo até este momento. A Polícia Civil informou, por meio de nota, que Anderson foi liberado após pagar fiança estipulada pelo delegado de plantão.


Via Extra




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