Greve dos bancários completa 29 dias com 13,1 mil agências fechadas

Greve dos bancários completou quatro semanas nesta terça-feira (4) (Foto: Heloise Hamada/G1)


A greve dos bancários completou 29 dias nesta terça-feira (4), com 13.104 agências e 44 centros administrativos fechados, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). 


Segundo o sindicato, o número representa uma adesão de 55% do total de agências de todo o Brasil.

O maior número de agências fechadas foi registrado no dia 27 de setembro, quando 13.449 delas tiveram suas atividades paralisadas. De acordo com o Banco Central, o país tem 22.676 agências bancárias instaladas, segundo último balanço.


Até o momento, nenhuma nova rodada de negociação foi agendada para esta semana.

A greve já é mais longa do que a realizada pelos bancários no ano passado, que durou 21 dias. Segundo a Contraf-CUT, a greve mais longa da categoria na história foi em 1951 e durou 69 dias. Nos últimos anos, a mais longa foi a de 2004, com 30 dias.

Rio de Janeiro



A greve dos bancários chega à 4ª semana no Rio com mais de 400 agências fechadas. Segundo o sindicato dos bancários, mais de 39% das agências não estão operando. A paralisação atinge várias regiões, deixando pelo menos 435 agências com as portas fechadas no Centro, Glória, Campo Grande, Pavuna, Rio Comprido e Copacabana, além de seis prédios administrativos.


Negociações


A Fenaban (que representa os bancos) ampliou na quarta-feira (28) a oferta de abono para R$ 3,5 mil, com mais 7% de reajuste, extensivo aos benefícios. Também propôs que a convenção coletiva dure dois anos, com garantia, para 2017, de reajuste pela inflação acumulada e mais 0,5% de aumento real.



Segundo a Fenabam, a proposta "garante aumento real para os rendimentos da grande maioria dos bancários e é apresentada como uma fórmula de transição, de um período de inflação alta para patamares bem mais baixos".


A proposta, no entanto, foi recusada. A categoria já havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban - de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.

Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Atendimento

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.


Via G1
04/10/2016



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