Jovens assassinados após caírem em armadilha são enterrados na Baixada Fluminense



Sob salva de palmas, o corpo do jovem Leandro Pinto Pereira de Oliveira, de 20 anos, encontrado morto, na tarde desta sexta-feira, em Barros Filhos, na Zona Norte do Rio, foi enterrado neste sábado, por volta das 13h, no Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Emocionados, familiares e parentes do rapaz entoaram cântigos religiosos durante a despedida.


A esposa de Leandro precisou ser amparada por duas pessoas no local. Amigos do jovem fizeram uma camisa em homenagem com os dizeres: “Por que se foi, irmão?”. Pai de Leandro, o comerciante Jorge Luís do Carmo de Oliveira, de 45 anos, não conseguiu permanecer até o filho ser enterrado e foi embora do local.




Uma vizinha da família afirmou sobre a perda tão precoce:


— Ele foi criado junto com meus filhos. Um menino bom, que trabalhava com o pai na loja de material de construção. E muito novo. Ia fazer 21 anos no dia 15 do mês que vem. Ninguém esperava. Era uma criança, levava alegria pros lugares — lamentou Dulcineia Louredo, de 59 anos.

Cerca de três horas mais tarde, Adriano Oliveira dos Santos, de 27 anos, foi enterrado no Cemitério Municipal de Mesquita. Familiares e amigos acompanharam o sepultamento. Uma oração foi feita antes do ato.

— Ficamos sabendo da morte do Adriano pela delegacia, quando eles foram encontrados no rio. Ele era um jovem alegre, divertido e que adorava trabalhar. É uma tragédia isso que aconteceu — setenciou o tio Gilberto da Conceição, de 55 anos, aposentado.

Assassinato

Leandro foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira, ao lado, segundo a Polícia Civil, do amigo Adriano Oliveira dos Santos, de 27. Ambos eram moradores de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e teriam sido vítimas de um sequestro na última quinta-feira. Sem o pagamento do resgate, foram assassinados e tiveram os corpos jogados num córrego em Barros Filho, Zona Norte do Rio. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

O rapaz trabalhava na loja da família com o pai e teria anunciado um telefone celular para venda num site e caído numa armadilha. Ao entregar o aparelho, em companhia do amigo Adriano, percebeu que se tratava de um assalto. Adriano era proprietário de uma loja de roupas e os bandidos teriam decidido sequestrá-los ao perceberem que ambos eram empresários.

Segundo relatos de familiares de Adriano na página "Guadalupe News", no Facebook, o resgate teria sido pedido em roupas. Ele era dono de uma loja de vestuário multimarcas. O próprio teria entrado em contato com um funcionário, pedindo que separasse o material e entregasse aos bandidos. No entanto, no ponto de encontro, em um restaurante na Pavuna, os criminosos foram surpreendidos pela presença de policiais. Um foi preso e o segundo conseguiu fugir, seguindo na direção do complexo do Chapadão. A emboscada teria motivado o assassinato dos jovens.


Via Extra
15/10/2016



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