Menina de 14 anos é vítima de estupro em festa na Zona Oeste do Rio




Uma adolescente de 14 anos foi vítima de estupro durante uma festa na Zona Oeste do Rio no dia 7 de outubro. Inconformado, o pai da menina contou o drama que vive desde então. “É uma ferida. Você quebra o braço, você se cura, cicatriza, mas aquela ferida sempre estará aberta na sua alma, não tem cura”, disse o homem, que está arrasado.

De acordo com o pai, a jovem fará 15 anos em poucos dias. "Eu tinha planejado para ela um grande baile de 15 anos como qualquer pai quer para sua princesa. Um baile lindo, um vestido lindo, uma festa maravilhosa. Agora eu não consigo pensar em nada, eu não consigo dispor de nada da minha vida. Ninguém sabe, quando você deita na cama a luz se apaga e você imagina tudo o que aconteceu. Preferia que eu que tivesse sido estuprado, nunca a minha filha."

No desabafo, o pai da adolescente contou que o estupro aconteceu dentro de uma casa na Freguesia, em Jacarepaguá. De acordo com o pai, o rapaz que cometeu o crime tem 17 anos e foi apreendido pela polícia.

“Ele se dirigiu um pouquinho mais afastado do estacionamento, deu um beijo no rosto dela e, aos poucos, ele começou a acariciar o cabelo dela, o pescoço dela, começou a passar a mão nas partes íntimas dela e ela falou: 'ei, para'”, disse o pai da menina.

Ainda segundo ele, a jovem tentou fugir, mas foi segurada pelo braço e levou um mata-leão, “Ele estrangulou o pescoço dela. Nesse momento ela caiu desacordada ao chão e esse monstro terrível simplesmente despiu a minha filha, tirou o short dela, jogou do lado, tirou a calcinha dela, deixou até o joelho, tirou a roupa dele e houve aquela troca entre esse monstro que fez o estupro com a minha filha”, lamentou o pai.

A menina foi ao Instituto Médico Legal (IML) fazer exame de corpo de delito. “É difícil você estar ao lado de uma pessoa e ser forte. Aquela pessoa que você mais ama, tá ali ensanguentada, toda arranhada, machucada por uma pessoa que você nunca iria imaginar”, desabafou.

Para entrar na festa, as pessoas pagavam por um ingresso, podiam levar a própria bebida e a faixa etária era livre, não tinha idade mínima. Geralmente, nesse tipo de evento, os organizadores alugam chácaras, espaços grandes ou salões de festa e reúnem centenas de pessoas.

Os ingressos são vendidos em redes sociais. Nos posts de divulgação da festa onde a menina estava chamam a atenção frases como: "Uma coisa nós falamos: bebida aqui não faltará!"; “Não nos responsabilizamos por perda de dignidade"; e ainda: "Não nos responsabilizamos por objetos perdidos ou furtados".


Via G1
18/10/2016


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