Mulher sequestrada em Caxias foi torturada e ficou três dias sem comer em cativeiro




Duas vezes sequestrada pela mesma quadrilha, uma mulher de 26 anos, raptada na última segunda-feira (10) em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, desabafou sobre o trauma vivido durante os três dias em que esteve no cativeiro. Neste período, os criminosos não deram comida à vítima e ela bebeu apenas um copo de água

— Eles me batiam muito. Davam socos e falavam que iam arrancar minhas unhas, cortar meu cabelo. Não chegaram a dar choque, mas falaram que iam se o dinheiro não chegasse. Falaram que iam me botar dentro do carro e me queimar junto com o carro. Falavam muitas coisas

A mulher foi abordada quando estava dentro de seu carro no município da baixada. Ela foi torturada e sofreu ameaças durante o sequestro. As constantes ameaças de morte fizeram a comerciante acreditar que não escaparia viva. Inicialmente, os criminosos pediram R$ 500 mil de resgate. Depois de longa negociação, o valor caiu para R$ 35 mil. No entanto, a família acionou a polícia e, na hora do resgate, os agentes conseguiram prender seis integrantes da quadrilha

Os sequestradores acabaram revelando detalhes do cativeiro e permitiram que os policiais fizessem um mapa para planejar a invasão do cativeiro sem colocar a vítima em perigo. No papel, estão as posições das janelas e portas por onde os bandidos poderiam escapar

O local em que ficava a cama da vítima também foi estudado para que ela fosse retirada o quanto antes. Com a chegada dos policiais, houve troca de tiros e dois sequestradores que estavam cuidando do cativeiro foram mortos. Um deles era soldado do Exército

Após ser liberada, a mulher chegou a desmaiar. Ela disse que, no momento da invasão, achou que ia morrer durante o tiroteio. Segundo a comerciante, o pior momento foi quando entregaram a ela um telefone e falaram que seria a última vez que faria contato com os filhos e a família

A vítima também contou sobre a mistura de sentimentos no reencontro com os filhos depois que chegou em casa e afirma que pretende deixar o Rio.

— Ao mesmo tempo que foi o dia mais triste da minha vida, foi a sensação mais feliz da minha vida. Eu disse que amava muito eles. Eu os abraçava e beijava muito. Eu quero pegar meus filhos e ir embora do Rio de Janeiro. Eu vou embora daqui

Via R7
17/10/2016



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