PM que atirou em sargento da Marinha alega ter problemas psicológicos



O policial militar que assumiu ter atirado contra um sargento da Marinha após uma discussão nesta quarta-feira (12) no Park Shopping, em Campo Grande, zona oeste do Rio, alegou ter problemas psicológicos e disse que se sentiu ameaçado após o militar arremessar um prato contra ele.






Robson Rodrigues Alves prestou depoimento à delegacia de Campo Grande (35ª) na tarde desta quinta-feira (13) e teve a arma apreendida. O militar já respondia à Justiça por um homicídio ocorrido em 2007. Ele está preso administrativamente e, nos próximos dias, deve seguir para o BEP (Batalhão Especial Prisional), onde ficam os PMs.


A PM (Polícia Militar) havia confirmado durante uma entrevista coletiva, também nesta quinta, que o policial estava afastado dos serviços externos por problemas psicológicos. Segundo o corregedor da PM Welste Medeiros, o militar estava inclusive com o porte de arma suspenso.

—O 3º sargento Robson Rodrigues Alves está afastado do serviço externo por ter problema psicológico. Por ser uma transgressão grave, ele não poderia estar portando essa arma. Isso também vai pesar contra ele no Conselho de Disciplina. Nós já tínhamos retirado o porte dele. Ele só poderia ficar com essa arma dentro da sua residência. Não poderia estar portando essa arma na rua.

Para a Polícia Civil, o militar não poderia estar armado caso o quadro de problemas psicológicos fosse verdadeiro. A investigação concluiu que o PM e o militar da Marinha não se conheciam anteriormente e não tinham nenhum tipo de desavença como tinham especulado.

Com as imagens das câmeras de vigilância do shoppping, os policias identificaram a placa do carro do suspeito, mas o policial não foi encontrado em casa durante a madrugada.

A PM informou que o policial se entregou ao batalhão de Bangu (14º BPM), onde é lotado, na manhã desta quinta e assumiu ser o autor dos disparos. O delegado da 35ª DP, Fábio Souza, disse estar surpreso pelo motivo fútil da discussão principalmente pelo fato de que ambos estavam acompanhados por suas famílias. Ele disse que também vai pedir à Justiça a prisão do suspeito.

— Por esses atos praticados, ele vai responder por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Por esse crime, ele pode ser preso por até 30 anos. A pena de prisão é de 12 a 30 anos.

Em nota, a administração do shopping disse que houve uma briga entre dois clientes na praça de alimentação e um deles foi baleado. Também afirma que está prestando assistência aos familiares.

Discussão começou por causa de uma cadeira

De acordo com testemunhas, a confusão começou no segundo andar do centro comercial, quando o 3º sargento da Marinha Jonathan Macedo Rodrigues teria puxado uma cadeira que seria de uma criança. O pai do menino reclamou e então a briga começou.

Quando o suspeito deu o primeiro tiro, houve pânico entre os frequentadores do shopping. Após o segundo disparo, o homem saiu correndo. Após a confusão, a praça de alimentação ficou praticamente vazia.

Um vídeo mostra os primeiros socorros ao militar baleado. Ele foi levado para o Hospital Rocha Faria, no mesmo bairro. Na madrugada desta quinta-feira (13), ele foi transferido para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, zona norte do Rio, onde passou por uma drenagem para retirada das balas.

O marinheiro, que está em estado grave, será submetido a um procedimento cirúrgico e permanecerá na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).


Via R7
14/10/2016


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