Polícia identifica ao menos 7 vítimas de falsa médica em Meriti




A Polícia Civil investiga os crimes praticados pela mulher que se passava por médica no Estado do Rio de Janeiro. A DEAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de São João de Meriti, Baixada Fluminense, identificou quatro vítimas da falsa médica presa na última quarta-feira (5). Outras três vítimas também foram identificadas na delegacia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.


De acordo com as investigações, Gabriela de Souza Mattos, de 33 anos, atendia em três locais diferentes há ao menos um ano. A falsa médica recebia pacientes em uma clínica em São João de Meriti e outra em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em um centro comercial de classe média, na Barra da Tijuca. Policiais ainda descobriram que Gabriela não atuava apenas como obstetra, mas também como pediatra, gastroenterologista, dermatologista e cardiologista.


Uma mulher, que prefere não se identificar, procurou, aos 46 anos, a clínica em São João de Meriti para fazer um tratamento para engravidar. Ela foi diagnosticada em um quadro de gravidez de risco que nunca existiu.


A vítima relata que tomou a medicação prescrita por Gabriela por três vezes e, após fazer uma ultrassonografia, foi informada de que estava grávida e que precisava ficar de repouso por se tratar de uma gestação de risco. A falsa médica chegou a entregar um laudo atestando a gravidez de dez semanas e um dia.


A mulher conta ainda que precisou tomar um remédio para “segurar o bebê”, prescrito pela suspeita, após comunicar que havia tido um sangramento.


Outra vítima, que também prefere não se identificar, alegou ter usado medicação injetável indevida sob a orientação da suposta médica. Ela procurou a impostora para fazer exames de rotina e ficou, por cerca de um ano, recebendo atendimento equivocado.


A fraude foi descoberta pela polícia depois de uma denúncia feita por uma paciente da Barra que alega ter perdido o bebê e uma trompa por negligência da falsa médica.


Na sala onde a Gabriela trabalhava, a polícia apreendeu um certificado de formação em medicina de uma suposta universidade de Israel, um certificado em hebraico e outro de uma pós-graduação em administração e finança. Todos os documentos com o nome falso de Hadassah, como ela se apresentava aos pacientes.



Via R7
15/10/2016

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