'Todos estão revoltados', diz vizinho de parentes de PM mortos em Meriti; enterros serão nesta quinta




Os quatro parentes de um policial militar assassinados em casa, no bairro Parque Tietê, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, serão enterrados às 15h desta quinta-feira, no Cemitério Tanque doi Anil, em Duque de Caxias, também na Baixada. Os corpos de Marilene José Martins, de 60 anos, Fernando José Martins, de 36, Kauane, de 7, e Hester, de 5, serão sepultados juntos.

- Todos aqui estão revoltados com essa violência que aconteceu. A nossa expectativa é ver esse crime solucionado logo. A casa deles está vazia. Dá dó olhar para lá. Estou tendo que juntar coragem para pegar as roupinhas para as crianças, para levar ao Instituto Médico-Legal - disse Ronaldo Pinto, 48 anos, vizinho da família.

Segundo ele, o carro de Marilene foi retirado da casa, mas depois disso não houve qualquer outra movimentação no imóvel.

As mortes foram descobertas pelo sargento Cristiano José Martins, do 5º BPM (Praça da Harmonia), por volta das 8h desta quarta-feira. Ele chegou à casa na Rua Bom Jardim, onde passou a infância, e viu os dois cachorros da família mortos. Em seguida, encontrou os corpos da mãe, Marilene, do irmão, Fernando, e das primas Kauane e Hester.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Gomucídios da Baixada Fluminense. Os investigadores já sabem que que Marilene foi a primeira a morrer.

- Ela vai abrir a porta, tenta fechar, mas a pessoa avança e a matou a pauladas. O segundo a morrer foi o outro adulto (Fernando José Martins, de 36 anos, irmão do PM). Ele foi morto com uma faca, levada pelo assassino. Chegou a lutar com o assassino, mas foram muitos golpes. Os próximos a morrer, infelizmente, foram as crianças. Elas foram estranguladas com um barbante - relatou Giniton Lages, delegado-titular da DHBF.

Logo após as mortes, o suspeito fugiu. Uma pessoa sobreviveu ao massacre se trancando no quarto. A testemunha prestou depoimento nesta quarta, segundo Giniton:

- O depoimento dele é muito importante porque pode ter percebido alguma coisa que possa nos auxiliar a desvendar o que aconteceu.

Segundo o policial, vizinhos das vítimas serão ouvidos para que a polícia possa esclarecer como era o dia a dia da família morta.

Briga por custódia

Giniton Lages informou também que Leonardo e Marilene brigavam pela guarda das crianças que também foram mortas. A mulher era tia das meninas. Já o rapaz visitara os filhos pela última vez no dia 20 do mês passado.

- Eles tinham uma audiência pela guarda provisória amanhã. Ela tinha interesse na guarda. Esse rapaz não morava na comunidade (onde ocorreu o crime). Já foi envolvido no tráfico daquela comunidade, mas agora está morando na Ilha (mais especificamente, no Morro do Barbante) - contou o delegado.

Giniton disse ainda que não pode apontar Leonardo como um dos suspeitos do crime. Segundo o policial, a mãe das crianças é viciada em crack, por isso não pode ficar com elas. O Conselho Tutelar, então, deu a guarda provisória à Marilene.

- Nós apuramos a princípio o seguinte: ali onde ocorreu o crime é o Morro do Azul. Há, sim, tráfico de drogas naquele local. Se ventilou logo que a ocorrência chegou que poderia haver envolvimento do tráfico (nas mortes), mas ainda não é possível cravar isso. A casa fica numa localidade que normalmente é trânsito de traficantes - explicou Giniton.

O delegado ainda descartou que a possibilidade de as mortes estarem ligadas ao fato de Marilene ser mãe de um policial militar:

- A Marilene é mãe de um polciial militar, sim, mas ele não reside ali há muito tempo. É muito remoto pensar que esse parentesco tenha motivado esse crime. Tudo leva a crer que foi um crime passional, por causa da carga de violência e do modus operandi. A cena nos diz que a carga emotiva presente na cena do crime nos leva a considerar, sim, o crime passional como uma hipótese.



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