Espancada pelo namorado em Nova Iguaçu, morre após ficar 59 dias internada




Atropelada, jogada no chão, agredida com chutes e socos, além de levar nove pisões na cabeça e ser puxada pelos cabelos. Esses tipos de agressões foram sofridos por Juraci Pereira da Silva, de 43 anos, no bairro de Santa Eugênia, em Nova Iguaçu, no dia 25 de setembro. O sofrimento dela chegou ao fim na manhã de quarta-feira, quando morreu após ficar 59 dias internada no Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse), em consequências das agressões sofridas pelo namorado Leonardo Vargas de Oliveira, que já foi preso por policiais da Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam) de Nova Iguaçu. Juraci estava em estado grave e respirava com ajuda de aparelhos. Juraci foi enterrada ontem no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu.


Ela, que era namorada do suspeito, foi brutalmente espancada e socorrida em seguida. Os investigadores chegaram a Leonardo após analisarem imagens de câmeras de segurança da Rua Marcos Belford, onde ocorreu o crime. A gravação mostrou Leonardo atropelando Juraci com uma motocicleta. Ela se levanta e tenta reagir, mas é jogada ao chão e recebe vários chutes e socos, além de pelo menos nove pisões na cabeça. Após as agressões, a vítima não esboça qualquer reação.

Eles também revelaram aos policiais que ele sempre teve comportamento violento. Na noite de sábado, dia 24, o casal havia saído para ir a uma escola de samba de Nova Iguaçu, mas apenas Leonardo chegou à casa de Juraci, depois das 3h de domingo, e disse que a namorada havia desaparecido.

Como Juraci não voltou para casa, a família começou a procurá-la, até chegar ao Hospital da Posse, onde a mulher havia sido internada. Com o rosto desfigurado pelo espancamento, Juraci só foi reconhecida por um sinal de nascença no pé.
Parentes contaram ainda terem ficado preocupados quando Leonardo pediu para passar a noite no hospital com Juraci.


De acordo com as investigações, Leonardo e Juraci estavam juntos há três anos, e há cerca de um ano chegou a agredir e ameaçar a namorada, que preferiu não registrar queixa na delegacia.

Leonardo deve responder por tentativa de homicídio e pode ser condenado a até 30 anos de prisão. Em depoimento, Leonardo negou todas as acusações, mas horas depois confessou o crime. Na casa dele, os agentes apreenderam uma roupa camuflada, semelhante às usadas pelas Forças Armadas, munição e duas armas de brinquedo.


Via Jornal de Hoje
25/01/2016


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