Família de pastor morto evangelizando diz que vai continuar o trabalho nas comunidades

Muito emocionada, Marcia Lima disse que se preocupava com a segurança do marido Foto: Rafael Moraes / Extra


A família do pastor Marco Aurélio Bezerra de Lima, de 48 anos, morto enquanto evangelizava traficantes no bairro São Leopoldo, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, afirmou neste domingo, durante o velório, que pretende continuar o trabalho que era feito pelo religioso. Marco teria sido morto por um bandido da comunidade quando foi ajeitar uma muleta que estava dentro do seu carro. A polícia investiga se o autor do disparo teria confundido a muleta com um fuzil.

— Eu vou continuar esse trabalho de evangelização pelo meu pai. Não vou desistir — disse Jeremias, o filho mais velho do pastor, que havia voltado a frequentar a igreja na semana passada.

Jeremias Lima, filho mais velho do pastor Marco: ‘Não vou desistir’ Foto: Rafael Moraes / Extra

Muito emocionada, a esposa do pastor, Marcia Lima, que é missionária, disse que se preocupava com a segurança do marido quando ele ia às comunidades, mas que evangelizar era a sua “missão”:

— Eu tinha preocupação, sim, mas era um desejo dele, a missão dele. E nós, que estamos aqui, vamos continuá-la. Muitos aqui hoje (presentes no velório) são frutos desse trabalho. Deus está aqui para nos sustentar. Ele morreu fazendo o que amava.

Amigos e parentes lamentam a morte do pastor durante o velório Foto: Rafael Moraes / Extra


Lindenberg Gomes, 18 anos, que frequentava a Assembleia de Deus Missão Sem Fronteiras, onde Marco era pastor, disse que parecia que, nos últimos cultos, ele estava se despedindo:

— Ele pediu perdão no altar e se emocionou muito. Parece que ele estava se preparando para o que iria acontecer. Deus sabe de todas as coisas mesmo. Esta semana, ele e o Jeremias estavam muito próximos


ADOLESCENTE SE ENTREGA À POLÍCIA

Um adolescente suspeito de envolvimento na morte do pastor Marco Aurélio Bezerra de Lima, de 48 anos, presta depoimento na manhã desta segunda-feira na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Ele se apresentou à polícia a pedido de sua mãe: foi ela mesma quem ligou para a Polícia Militar, pedindo que uma viatura fosse buscar o garoto em casa, em São João de Meriti, também na Baixada. O temor da mulher era de que o menor fosse morto.


Via Extra
14/11/2016


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