Lei proíbe consumo de bebida alcoólica dentro dos ônibus, terminais e estações no Rio




Aquela cervejinha para dar uma refrescada durante a viagem não pode mais. Uma lei promulgada pela Câmara Municipal e publicada no Diário Oficial desta quarta-feira proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nos ônibus, estações e terminais, inclusive de BRT, no município do Rio. Pelo texto, caberá às empresas informarem os usuários da proibição, por meio de aviso nos veículos e em locais de ampla visibilidade. Aos motoristas ou cobradores fica a missão de advertir o passageiro infrator e, em caso de desobediência, fazê-lo desembarcar na próxima parada, recorrendo à ajuda da força policial ou da Guarda Municipal, se for preciso.

A prefeitura informou que vai arguir a inconstitucionalidade da lei, por meio da Procuradoria Geral do Municipio. Mas, o vereador Alexandre Isquierdo (DEM), autor da proposta, alerta que a legislação, que ainda precisa de regulamentação para ser aplicada, está valendo até decisão contrária. O parlamentar argumentou que a medida é de caráter educativo e preventivo, tanto que não prevê a aplicação de multa.

— Se vai pegar ou não vai depender da divulgação. Infelizmente, as leis que pegam são as que punem as pessoas com a cobrança de multa, mas esse não foi o meu objetivo. Cabe aí o bom senso do cidadão de entender que o transporte coletivo não é o ambiente mais adequado para beber e, com isso, evitar transtornos e problemas para ele e outros passageiros — justificou.

Motorista da linha 315 (Central-Recreio), Paulo Roberto de Oliveira Freitas, de 43 anos, não gostou de saber que terá mais uma atribuição:

— Mais essa que sobrou para nós. Não basta ter de dirigir e dar troco. Agora vamos ter de ficar de olho também no passageiro que entra no ônibus bebendo — reclamou.

Os passageiros também não gostaram da novidade. A polêmica passa longe da saideira:

— Com um calor desses e com ônibus sem ar refrigerado, a cervejinha é o que torna a viagem mais agradável — põe pressão o passageiro Rafael Lozano,de 37 anos.

O eletricistra Gabriel dos Santos, de 20 anos, também é contra a proibição. Ele não vê nenhum mal, desde que o consumo seja moderado. Essa é também a opinião do comerciante Wdier Pereira, de 69. Já a jornaleira Cíntia Santos, de 33 anos, que para aumentar as vendas colocou uma geladeira e um isopr abastecidos de refrigerante e cerveja diante da banca no Terminal Procópio Ferreira, na Central do Brasil, já contabiliza o prejuízo.

— Se não pode consumir, ninguém vai comprar — reclama.



Via Extra
11/11/2016


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