Reajuste da tarifa do bilhete único em janeiro e limite de benefício preocupam moradores da Baixada

Técnica de enfermagem Simone Costa Alves: 'Vou ter que botar do meu bolso porque emprego está difícil' - Paulo Nicolella / O Globo

As informações sobre mudanças no bilhete único intermunicipal, que, se aprovadas, começarão a valer em 1º de janeiro, pegou muita gente de surpresa e está preocupando os usuários. No Terminal Rodoviário Américo Fontenele, na Central do Brasil, moradores da Baixada Fluminense que trabalham no Rio fizeram cálculos e não gostaram do resultado.

Com o aumento do valor da passagem de R$6,50 para R$7,50 a partir de janeiro de 2017, usuários passarão a gastar R$15 diariamente, em viagens de ida e volta com a tarifa reduzida. Porém, o subsídio do governo passará a ser de apenas R$ 150 mensais, ou R$ 6,80 por dia, tomando por base uma pessoa que trabalha de segunda a sexta-feira (22 dias úteis por mês).

Na prática, isso significa que quem gasta, em valores brutos, mais de R$ 21,80 por dia perderá o benefício da tarifa reduzida antes do fim do mês. Com a medida proposta pelo governo, quem pega conduções mais caras terá que pagar o valor integral dessas passagens mais cedo.

- Acho que está errado. A crise é do estado, mas teve a Olimpíada com muito dinheiro sendo gasto. Vou conversar com os meus patrões mas eu sei que vão negar. Vou ter que botar do meu bolso porque emprego está difícil. É a solução - reclamou a técnica de enfermagem Simone Costa Alves, de 34 anos. Ela mora em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, e trabalha no Rio Comprido, onde recebe R$ 1.800 por mês.


Via O Globo
04/11/2016



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