Servidor hospeda cães para fazer renda extra devido à incerteza do pagamento do Estado




Com 37 anos de serviço, o farmacêutico Dilson Ferraz, de 63 anos, tem hospedado cachorros em sua casa, quando os donos viajam, para fazer uma renda extra que cubra o desfalque no orçamento causado pelos atrasos do pagamento. Nesta semana, por exemplo, ele hospedou um poodle e um shitsu. Ele cobra R$ 50 por dia.

— Tudo que a gente tem que pagar, se não paga, tem multa, inclusive as taxas do governo. É o caso do IPVA e da taxa de incêndio, por exemplo, que vão para o Estado. E eu ainda tive que vender o carro. Ficou só o da minha mulher porque ela precisa, para levar os animais (ela é esteticista de animais) — relata.

Os atrasos no pagamento também já colocam outros compromissos em xeque:

— O cartão de crédito a gente parcela em três, quatro vezes. E os medicamentos que eu compro na farmácia também tenho que parcelar em até quatro vezes.

Para o servidor, Pezão, que já fazia parte, como vice, do governo de Cabral, sabia da situação das finanças do Estado:

— Deveria ter uma intervenção federal, para ser investigado todo o governo do Sérgio Cabral. Não vai ser tirando o pouco do servidor que eles vão resolver o problema. Eu recebo, líquido, R$ 1.200. Se eu não tivesse a minha aposentadoria pela prefeitura e minha esposa não trabalhasse, passaria necessidade. Eu tenho 37 anos de serviço e já estou com processo para pedir aposentadoria. Mas tenho férias e licenças-prêmio para tirar. Então, vou esperar um pouco (para aposentar), para ver como fica a situação.


Via Extra

16/11/2016

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