ALERJ convoca reunião para decidir o futuro do bilhete único




O deputado estadual Carlos Roberto Osorio (PSDB), que foi secretário municipal de Transportes até fevereiro deste ano, anunciou ontem que vai convocar empresários do setor de transporte e passageiros para uma reunião amanhã na Assembleia Legislativa. O objetivo é discutir saídas para a suspensão do Bilhete Único Intermunicipal. Os operadores de ônibus, metrô, barcas e trens divulgaram anteontem que, a partir de amanhã, não vão mais aceitar o desconto nas passagens, porque o governo do estado não repassa o valor do subsídio há uma semana. A dívida na sexta-feira era de R$ 17 milhões.

— Eles não podem dar essa notícia ao cidadão da noite para o dia, sem levar em conta a intranquilidade que isso gera. Essa decisão vai ter um impacto imediato para 25% dos usuários. Tem gente que vai gastar mais do que o dobro para conseguir chegar ao trabalho. Isso pode desorganizar a capacidade de circulação na Região Metropolitana e até aumentar o desemprego. Afinal, o patrão vai complementar o gasto? Ou a pessoa vai ter que tirar do próprio bolso?

A interrupção do Bilhete Único Intermunicipal amanhã deverá doer mais no bolso de quem mora fora da capital. Uma pessoa que vive, por exemplo, em Guapimirim, na Baixada Fluminense, e trabalha na Zona Sul do Rio gasta diariamente R$ 13 (ida e volta), utilizando dois ônibus: um para a Central e outro para a Zona Sul. Com a suspensão do desconto, a despesa com passagens chegará a R$ 28,80 por dia.

CARTÃO CONTINUA SENDO ACEITO

Nas redes sociais, a maioria das pessoas preocupadas com a nova realidade mora em Niterói e na Baixada Fluminense. No Twitter, um usuário expôs sua maior preocupação: “E o bilhete único intermunicipal no Rio de Janeiro foi cancelado, está aberta a temporada de demissões em massa”. Outro internauta arranjou uma solução mais espirituosa: “Com esse fim do Bilhete Único Intermunicipal, não vai ter outro jeito senão voltar a morar em Niterói”.

Há cinco milhões de cartões do BUI cadastrados, e o gasto do governo do estado com o subsídio às empresas prestadoras de serviços de transporte chega a R$ 13 milhões semanais. De acordo com a Secretaria estadual de Transporte, o governo não fez o repasse por causa da crise e dos últimos arrestos determinados pela Justiça em suas contas.

Embora sem os descontos previstos na regra tarifária do Bilhete Único Intermunicipal, todos os cartões continuarão sendo aceitos normalmente, mas o usuário vai pagar o valor total da tarifa


Via O Globo
04/12/2016

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