Capivaras invadem clube no Rio




Uma família bem diferente das que costumam frequentar o Marina Barra Clube, na Barra, tem chamado a atenção dos sócios. São 22 capivaras — 12 adultos e dez filhotes — que, nos últimos meses, vêm invadindo as instalações. Num primeiro momento, os roedores apareciam só à noite e em pequenos grupos, gerando curiosidade e até certo encantamento. Depois, começaram a dar as caras de dia e passear não só pelo gramado, mas também pelas quadras e até na área de lazer das crianças. A gota d'água, no entanto, foi quando um dos animais mergulhou na piscina do clube.

— Não sabemos mais o que fazer. As capivaras já frequentam o clube há tempos, mas agora esses 22 animais começaram a andar por aqui dia e noite em bando. Não podemos tirá-los de lá por conta própria, mas acho que o ideal seria levá-los para o Parque Chico Mendes, no Recreio — sugere Valéria Wright, mulher do presidente do conselho do clube.


Bando com 22 roedores passou a frequentar noite e dia o clube, na Barra da Tijuca. Já teve animal flagrado até na piscina
Bando com 22 roedores passou a frequentar noite e dia o clube, na Barra da Tijuca. Já teve animal flagrado até na piscina



A preocupação aumentou no fim de semana, quando Valéria notou que um dos animais estava machucado e, ao tentar se aproximar, achou-o agressivo. E capivaras são hospedeiras de carrapatos.

— Eu me afastei, mas fico imaginando uma criança de 2 ou 3 anos. Eles (os bichos) podem atacar — diz Valéria, que reclama do jogo de empurra dos órgãos públicos: — O clube entrou em contato com o Ibama, mas disseram que não podem fazer nada por ser habitat natural deles. Ligamos para o Corpo de Bombeiros, para ver se tinham veterinário, mas mandaram ligar para a zootecnia da prefeitura. O clube fez contato com a Secretaria especial de Proteção e Defesa dos Animais há um ano. Nunca recebeu resposta.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) não respondeu ao EXTRA. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente diz que os animais pertencem à fauna local. “Por se tratar de área particular, a segurança (cercamento) cabe ao clube, bem como a contratação de biólogo para o remanejamento da fauna que deve ser autorizada pelo órgão competente”.


Via Extra
14/12/2016

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