CET-Rio manda desligar 160 radares na cidade



A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio) suspendeu pelo menos três contratos com empresas que operavam equipamentos de fiscalização de trânsito na cidade. A decisão, publicada no Diário Oficial do município no dia 1º de novembro por ordem da presidente do órgão, Cláudia Secin, suspendeu os contratos com as empresas Fiscal Tecnologia e Automação, Perkons e Sitran e mandou que elas desligassem um total de 160 aparelhos em várias localidades do Rio.

Elas operavam equipamentos de monitoramento de excesso de velocidade, invasão de faixas exclusivas, circulação em horários proibidos e conversão proibida, além de lombadas eletrônicas. De acordo com os editais, realizados em 2015 e 2016, os aparelhos ficavam instalados em diversos endereços, dentre eles as avenidas das Américas, Borges de Medeiros, Epitácio Pessoa, Salvador Allende, Paulo de Frontin e Dom Hélder Câmara.


Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Segundo uma fonte ligada a uma das empresas que teve o contrato cancelado, a CET-Rio enviou um e-mail e um ofício assinado por Roberto Abuassi, diretor de administração e finanças da CET-Rio, às diretorias das empresas no início de outubro, comunicando que, a partir da meia-noite do dia 16 de outubro, todos os equipamentos dos contratos deveriam ser desligados por ordem do prefeito Eduardo Paes que regularia a questão orçamentária do município. Além de não dar mais explicações às empresas, a CET-Rio teria dito para não se pronunciarem sobre o fato.

As suspensões dos contratos foram baseadas num decreto de crédito suplementar de R$ 5.495.285,73 para a CET-Rio, publicado no Diário Oficial de 27 de outubro. Segundo o texto, a verba extra é compensada pelo cancelamento de despesas até então previstas para sete programas de trabalho. Esse remanejamento de recursos é previsto na legislação.

Avenida Brasil descoberta

Além dos radares previstos nesses três contratos, o EXTRA constatou, ontem, ao percorrer a Avenida Brasil, que só há quatro pontos com radar em toda a extensão da via: na altura dos bairros de Deodoro, Realengo, Jardim América e Barros Filho. Ao longo da via expressa, há inúmeros postes de onde as câmeras foram retiradas. Uma relação com o endereço de todos os radares fixos publicada em outubro pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) informa, no entanto, que há 23 equipamentos instalados em dez pontos diferentes na via.

CI Rio de Janeiro (RJ)14/12/2016 Radares na Avenida Brasil, Barra e Rio Comprido. Avenida Brasil, AcariFoto: Roberto Moreyra / EXTRA Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Órgão nega desligamento de aparelhos

A CET-Rio, por meio de sua assessoria, negou veementemente o desligamento dos aparelhos na cidade, apesar de a suspensão dos contratos com as empresas ter sido publicada no Diário Oficial.

O órgão afirma que qualquer desligamento que tenha acontecido foi pontual, para aferição de equipamentos, ou em decorrência do término do contrato da empresa, que retirou os pardais para a instalação de outros operados por uma nova empresa. Em resposta ao questionamento sobre remoção de câmeras da Avenida Brasil, o órgão afirma que “tem a prerrogativa de mudar seu posicionamento conforme a necessidade”.

Após constatar o desligamento da lombada eletrônica do túnel Rebouças, além de outros pontos da cidade, o EXTRA voltou a procurar a assessoria da CET-Rio por e-mail no início da tarde de ontem, mas não obteve nenhum retorno.

Via Extra
15/12/2016

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