Ex-Prefeito de Nova Iguaçu é condenado duas vezes pela Justiça em apenas 1 semana



O Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) voltou a ser condenado pela Justiça do Rio nesta segunda-feira (19). Ex-prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele é acusado de improbidade administrativa e o Tribunal de Justiça do Rio determinou a suspensão de direitos políticos por 5 anos e multa de R$ 640 mil. O senador vai recorrer. É a segunda condenação sofrida por Lindbergh em uma semana.

Desta vez, a ação proposta pelo Ministério Público vê um "acordo político" com o ex-vereador José Agostinho de Souza. Segundo o órgão, familiares do parlamentar, segundo a investigação, foram nomeados para cargos na prefeitura em troca de "favores políticos". Ainda segundo a ação, com o suposto acordo do senador com o ex-vereador, familiares de Agostinho teriam sido empregados na prefeitura para favorecer o parlamentar em CPIs.

Na sentença, o magistrado afirma que familiares e correligionários nomeados a pedido do ex-vereador dizem que eram lotados em centros sociais, mas que trabalhavam na campanha do hoje senador. Na semana passada, o mesmo juiz, Gustavo Quintanilha Teles de Menezes, condenou Lindbergh por uso promocional de sua imagem durante campanha para a reeleição à prefeitura da cidade. Ele distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle com o logotipo do governo. Neste caso, a multa estipulada foi de R$ 480 mil.

Através da assessoria de imprensa, o senador chamou a acusação de "esdrúxula".

"Pela segunda vez em menos de uma semana, o mesmo juiz de primeira instância suspende os meus direitos políticos e aplica uma multa exorbitante por uma acusação esdrúxula. Me estranha que processos que se arrastavam por quase uma década sejam repentinamente alvo de decisão do mesmo magistrado, ignorando inclusive a decisão do STF de arquivamento de inquéritos com o mesmo objeto. A perseguição é mais do que explícita", diz.

Também na semana passada, em decisão da juíza Marianna Medina Teixeira, ele teve os bens bloqueados. Desde setembro, porém, uma sentença em segunda instância tornou nulo o bloqueio.



Fonte: G1
22/12/2016

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