Hospital da Mulher, em São João de Meriti, reduz número de partos e consultas



A crise financeira que atinge o governo levou o Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, a reduzir o atendimento em quase 50%. Após vistoriar a unidade, o Cremerj constatou que o número de consultas caiu de cinco mil para três mil por mês.

— O hospital fazia de 450 a 500 partos por mês. Hoje, faz 300 ao mês. É uma unidade importante para a Baixada Fluminense — diz o vice-diretor do Cremerj, Nelson Nahon.

O hospital, que diagnosticava mensalmente cerca de dez casos de câncer de mama, hoje está sem o mamógrafo.

“A direção do hospital informou que não tem recursos para o pagamento de fornecedores e terceirizados. O ambulatório de neoplasia trofoblástica benigna (tumor benigno que surge na gestação), única referência estadual para a doença, está sem remédios quimioterápicos e só não foi fechado porque uma das médicas comprou os medicamentos com recursos próprios”, relatou o Cremerj, em nota.

Além da mamografia, não estão sendo realizados raios X por falta de reveladoras e faltam medicamentos, dos mais comuns a quimioterápicos.

A Secretaria estadual de Saúde informou que, desde o início do ano, vem recebendo cerca de 40% do orçamento previsto e, apesar disso, suas unidades seguem em funcionamento. A direção do hospital afirmou que o conserto do mamógrafo está sendo providenciado, e os exames de raios X, retomados.


Via Extra
10/12/2016


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