Lixo se acumula nas ruas de Mesquita



Moradores de Mesquita, na Baixada Fluminense, tiveram um Natal difícil, graças à sujeira acumulada nas ruas: os garis não receberam os salários, e a coleta de lixo está parada há pelo menos duas semanas. Em algumas ruas, nem mesmo os carros conseguem passar.

O atraso no pagamento dos funcionários da limpeza já chega a três meses. Segundo os moradores, o prefeito da cidade, Gelsinho Guerreiro (PRB), desapareceu desde que perdeu a disputa pela reeleição.

Sem solução do poder público, moradores de Mesquita tentam minimizar o problema. Agente de limpeza no Rio de Janeiro, Luiz Carlos Bernardo continua a trabalhar mesmo após cumprir seu expediente: ao chegar em casa, ele ajuda a limpar ralos e a recolher lixo espalhado em sua rua.

"Eu me sinto até orgulhoso porque trabalho com isso, mas acho que não é serviço dos moradores. Nós pagamos impostos para poder ter limpeza nas ruas", reclama ele.

Para o rodoviário Thiago de Souza Pereira, no entanto, a melhor solução é botar fogo no lixo que se acumula nas calçadas. "Daqui a pouco proliferam ratos, baratas, então o único jeito é botar fogo para tentar amenizar. Mas há o risco de queimar a fiação elétrica, e a fumaça entra nas casas. É um transtorno que causa outro transtorno", afirma.

Em nota, o prefeito Gelsinho Guerreiro afirmou que os salários dos funcionários estão em dia. Ainda segundo ele, os servidores se recusam a trabalhar porque estão preocupados com o pagamento do salário de janeiro, a cargo do próximo governo.



Via G1
27/12/2016


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