Mãe é suspeita de maus-tratos contra filha de sete anos; menina tem sinais de violência sexual



Uma criança de 7 anos está internada desde segunda-feira no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste, com lesões corporais, além de suspeita de ter sido violentada sexualmente. A mãe, de 44 anos, foi presa em flagrante após levá-la a uma unidade de atendimento médico em Anchieta, na Zona Norte, onde a menina foi atendida inicialmente.

A genitora alegou que os ferimentos da filha tinham sido causados por uma queda em casa. Os médicos, no entanto, verificaram que as lesões não coincidiam com a versão dada, além de terem constatado que a menina tinha “sinais de possível violência sexual”, de acordo com a Polícia Civil.

A mãe foi autuada em flagrante , na Central de Garantias, por maus tratos que resultou em lesão corporal grave, cuja pena é de um a quatro anos. Após passar pela audiência de custódia , ela ganhou liberdade provisória. A decisão foi da juíza Marcela Caram.

A magistrada alegou que a decretação da prisão provisória da suspeita era medida desnecessária, “tendo em vista que a própria custodiada levou a vítima ao hospital, bem como que não consta laudo, nem depoimento da vítima”. O MP opinou pela manutenção da prisão da mãe.

Segundo uma tia da jovem, única autorizada a visitá-la no hospital, a mulher introduzia objetos nos órgãos sexuais da criança na companhia do pai, que também abusava da jovem. Ao nascer, a menina teria ficado aos cuidados de uma mulher que faleceu recentemente, e por isso voltou a morar com a mãe biológica há cerca de dois meses, sofrendo agressões nesse período.

A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) dará continuidade às investigações.

Veja a nota da Polícia Civil na íntegra:

"Segundo informações da Central de Garantias (CG – Norte), na madrugada de 5 de dezembro, foi presa em flagrante uma mulher, de 44 anos, por maus tratos com resultado lesão corporal grave, tendo como vítima sua filha de 7 anos, fato ocorrido em Anchieta. 


A mulher levou a criança em uma unidade de atendimento médico e os profissionais de saúde verificaram que as lesões não coincidiam com a narrativa apresentada por ela, de ferimentos resultantes de uma queda, havendo inclusive sinais de possível violência sexual. Diante das provas apresentadas, a mulher foi atuada em flagrante e encaminhada à audiência de custódia. O procedimento foi desmembrado e será encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) para prosseguimento da investigação com relação às suspeitas de violência sexual".

Via Extra
10/12/2016

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