Pai de grávida assassinada na comunidade do Terreirão agora tem três filhos mortos brutalmente



O lanterneiro José Sales Rosa, de 62 anos, só pede a Deus forças para continuar a viver depois de perder três filhos assassinados brutalmente. Viúvo há sete anos, ele era pai de Patrícia Aparecida Pimenta Rosa, de 32 anos, grávida que foi assassinada, na noite de sexta-feira, na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, e de Francisco Pimenta Rosa, de 25 anos, também morto no local. Há cerca de um ano, porém, outro filho de José Rosa, Júlio, que era autista e tinha 22 anos, foi torturado e morto por traficantes na Zona Norte, após desaparecer na comunidade.

José Sales conta que estava saindo do banho para ir à igreja na noite de sexta-feira quando ouviu o tiroteio.

— Foi muita correria e um desespero grande. Minha filha estava muito contente pois iria ter uma menina, já que ela era mãe de três meninos menores de idade: um de 12 anos, outro de 7 e um de 3. Ana Lúcia (nome escolhido por Patrícia para a filha) seria mais uma princesinha da família — disse. A recém-nascida não resistiu e morreu no hospital.

Segundo o lanterneiro, ele havia construído um cômodo em cima da sua casa, no Terreirão, para Patrícia.

— Nos últimos tempos, minha filha estava mais carinhosa comigo. Eu abri mão do bolsa família para ela e agora vou tentar transferir o benefício novamente. O dinheiro será importante para ajudar nas despesas — contou ele, cujo filho morto deixou também uma filha de oito meses.

No mesmo local dos crimes morreram ainda o marido de Patrícia, Lutero Barbosa da Silva, de aproximadamente 36 anos, e Markeli Maria Leite Mateus, de 44.




Via Extra
17/12/2016

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