Pinguim resgatado pela polícia em cobertura do Rio



O pingüim resgatado de cativeiro por policiais civis, na última semana, dentro de uma residência no Humaitá, Zona Sul do Rio, não vai sofrer com o calor do verão carioca. A ave embarcou nesta quarta-feira (21) em um voo Cia Aérea LATAM, com o apoio da Polícia Federal, para um centro de reabilitação da Universidade Federal do Rio Grande.

O pinguim vai passar por tratamento junto com outros animais, e depois será solto em seu habitat natural. A ave foi resgatada no dia 13 de dezembro, por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, numa cobertura, junto com vários outros animais silvestres, entre eles papagaios, araras, micos, tucano, porco espinho, corujas e garça, todos mantidos em cativeiro.

O proprietário do imóvel foi conduzido à DPMA e autuado pelo crime de manter animais silvestres em cativeiro, sem autorização legal.

A transferência do animal do Rio de Janeiro para o Sul do país foi possível por conta de uma iniciativa do Linha Verde, projeto do Disque Denúncia específico para se denunciar crimes ambientais, em parceria com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, da Estácio, a Polícia Federal e a empresa de tecnologia Blackbean.

Neste ano de 2016, o Linha Verde recebeu mais de 5130 denúncias sobre crimes ambientais. Deste total, mais de 620 foram relativas aos crimes de caça ilegal de animais além de guarda e comércio de animais silvestres. Quase 50% das denúncias que o Linha Verde vem recebendo, são sobre o crime de maus tratos contra animais.

Pesquisadores acreditam que pinguins como o resgatado do cativeiro saem da Patagônia pesando cerca de 3,5 quilos, em direção ao alto mar, onde procuram de alimento, mas por conta das correntes marítimas, eles acabam se perdendo e chegam ao litoral do Rio, debilitados, desidratados e pesando menos de 2 quilos.

O Linha Verde solicita a população que continue denunciando crimes ambientais em todo o Estado do Rio através dos telefones 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local) ou 2253 1177 (capital). O anonimato é garantido ao denunciante.


Via G1
22/12/2016

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