Plano macabro que matou advogado em Caxias é desvendado pela DHBF

  
Um plano macabro que matou um advogado em maio deste ano, em Duque de Caxias, foi desvendado por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). 

Segundo agentes, Simone Neves Rezende Pereira planejou a morte do ex-marido Ulisses Rezende Pereira, 57 anos, com ajuda de um amigo, identificado como Carlos Eduardo Sotero de Araujo, o Dudu, e Bismarque Costa de Souza, que seria o executor da vítima. Eles teriam pago R$ 20 mil a Bismarque para que o crime fosse cometido. Ulisses foi morto pelas costas com um tiro na cabeça. Bismarque foi preso em Jacarepaguá, na comunidade da Covanca. Ele estava cortando cabelo de um cliente quando foi surpreendido.


De acordo com o delegado Evaristo Pontes, da DHBF, o crime passou a ser desvendado com a prisão de Bismarque. “Ele confessa a execução e entrega os outros: a ex-companheira Simone, que é a mandante que pagou uma quantia pra que ele executasse a vítima e também o Carlos Eduardo, que é o mentor intelectual de toda a trama, que também tinha interesse de matar a vítima”, comentou o delegado.

Ainda segundo ele, Simone contou que vinha ‘sofrendo’ nas mãos de Ulisses, que também alugava imóveis em Duque de Caxias. “Ela diz que teve uma separação litigiosa muito conturbada e que vinha sofrendo agressões físicas e mesmo após a separação havia litígios na Justiça. Ela diz que não tinha paz na vida dela. Um dia o Carlos Eduardo que também tinha interesse em ceifar a vida da vítima por causa de uma discussão com o pai dele, convidou a Simone para matar o Ulisses. Carlos Eduardo incentivou ela para que pagasse uma pessoa para matar, que era o Bismarque”, afirmou.

O delegado explicou que Bismarque assassinou a vítima da seguinte forma: “Ele soube que o advogado estava vendendo um imóvel, liga para ele e marca uma emboscada, uma visita no imóvel e numa motocicleta vai até a loja, simulando estar interessado e pelas costas atira na cabeça da vítima. Os três serão indiciados por homicídio qualificado e podem pegar de 12 a 30 anos”, lembrou.


O pai de Carlos Eduardo já teria discutido com a vítima e pouco depois morreu com problemas cardíacos. “Ele ficou chateado com o advogado e achou que o pai morreu por aquele aborrecimento. Ele sabia que a Simone estava insatisfeita. Ela disse que no primeiro momento rejeitou, mas ela achou que aquilo seria a solução da vida dela”, comentou Evaristo Pontes.

No momento em que Carlos Eduardo foi preso em sua casa, em Caxias, um homem identificado como Fábio Antônio da Silva Cardoso foi encontrado armado com um revólver. Ele vai responder por porte ilegal de arma de fogo, assim como Dudu, que também é investigado por roubo de cargas. No imóvel, a polícia apreendeu um bloqueador de sinais na casa dele.

Via Jornal de Hoje
02/12/2016

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