Rio de Janeiro pode ter epidemia de chikungunya no verão



O Rio de Janeiro pode ter problemas com uma possível epidemia de febre chikungunya no verão iniciado na última terça-feira (21). A análise é do médico e infectologista Marcelo Chebabo, em entrevista ao Bom Dia Rio.

Segundo ele, uma vez que houve diversos casos registrados no inverno, estação que não é propícia para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, a tendência é que o número de casos aumente.

"Todas as vezes que isso aconteceu com a dengue, tivemos infestações importantes. A tendência é que, se tivemos casos [de chikungunya] no inverno, tenhamos uma epidemia no verão", analisou Chebabo.

Entre os principais sintomas da doença estão dor de cabeça, febre e principalmente dores nas articulações, como mãos, pés e joelhos, que podem incapacitar o paciente de realizar suas atividades regulares.

“É uma doença que mantém sintomas por um tempo muito grande: 30, 40% dos pacientes terão dores por mais de seis meses, em alguns casos por mais de 2 anos. É uma preocupação maior que teremos", avaliou.

O especialista cita como exemplo o município de Mesquita, na Baixada Fluminense, onde a coleta de lixo foi interrompida. Lixo acumulado e água parada são condições ideais para proliferação do mosquito, lembrou Chebabo. "Diminuir os locais onde ele se reproduz, a água parada, é o nosso desafio”, afirmou.




Via G1
27/12/2016

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