Roubo de cargas sobe mais de 100% na Baixada Fluminense




As feições e o tom de voz tranquilos de X. (a identidade foi ocultada para preservar a vítima) não davam conta dos episódios que haviam acabado de acontecer. Motorista há 13 anos, ele registrava com tranquilidade, pela 85ª vez, um assalto sofrido durante o expediente. Levando em consideração o tempo de carreira, ele sofreu, em média, um assalto a cada dois meses.

Na ocasião, ele havia sido sequestrado durante o roubo da carga de cigarros e bebidas que transportava. Levado para um região de mata na comunidade da Chatuba, em Mesquita, a vítima foi liberada após os assaltantes arrombarem o furgão. “Foi mais um livramento”, comemorou, ao conversar com a reportagem do Conecta Baixada na entrada da 53º DP (Mesquita), no dia 25 de outubro.

A modalidade criminosa que permeia a carreira do motorista está mais frequente na região do 20º BPM, que atende as cidades de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. Entre setembro de 2015 e 2016, a incidência do crime aumentou 125%, um salto de 36 para 81 registros.

Outro caso semelhante chegou às mãos dos investigadores da delegacia de Mesquita na última terça-feira (29). O roubo de um furgão, que também transportava cigarros, terminou em troca de tiros na comunidade da Coréia. O crime aconteceu na Rua Goiás, no Centro, em frente à agência da Caixa Econômica Federal.

De acordo com as vítimas, seis bandidos abordaram o veículo, que era escoltado por outro carro, onde estavam dois seguranças. A ação foi rápida. Na fuga, os assaltantes seguiram para a comunidade, onde policiais o perseguiram. Após o confronto, o carro foi encontrado vazio. Ninguém ficou ferido ou foi preso.Pela internet, testemunhas relatam a agressividade da ação: “Foi cena de filme. Bandido armado com fuzil”, comentou uma delas.

Segurança reclama de armamento


Vítima de assalto na última semana, um segurança comentou o risco enfrenado por eles todos os dias. Para ele, as armas permitidas para o serviço não permitem a realização de um bom trabalho, expondo-os ainda mais. “Enquanto nós usamos revólver calibre 38, no máximo uma espingarda 12mm, eles têm fuzil. Não há o que fazer. O jeito é torcer para que eles não partam para o confronto”, relatou.


Via Conecta Baixada
03/12/2016

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