Suspeita de matar grávida na Baixada confessa o crime e indica local onde escondeu restos mortais

De acordo com investigadores, grávida foi atraída por suspeita com promessa de ganhar enxoval para bebê. Reprodução/Rede Record


Em novo depoimento à polícia, nesta terça-feira (27), Thainá da Silva Pinto, suspeita de envolvimento na morte da grávida Rayanne Christini Costa Ferreira, indicou os locais onde teriam sido depositados os restos mortais da vítima. Ela e o marido Fábio Luiz de Souza, de 27 anos, são apontados pela Polícia Civil como autores do crime e já estão presos.

Com as novas informações, equipes da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros) encontraram em um terreno baldio na cidade da Guapimirim, na Baixada Fluminense, dentro de uma mochila, os supostos restos mortais de Rayanne.

Já os restos mortais da criança estavam escondidos dentro de uma bolsa de cor rosa, também em um terreno baldio, próximo à residência do casal Thainá e Fábio, em Magé.

De acordo com a Polícia Civil, a DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) foi acionada e compareceu ao local. Foi realizada perícia em ambos os locais, com o apoio de perito legista do setor de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal. Os restos mortais foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal).



Na última segunda (26), a polícia realizou uma perícia complementar na casa de Thainá e encontrou indícios de que a grávida havia sido esquarteja e incinerada.

De acordo com a delegada Ellen Souto, da DDPA, na residência da suspeita foram localizados, além dos ossos e do vestido, facas sujas de sangue dentro de uma máquina de lavar, além de manchas de sangue por toda a casa.

As investigações apontam que Thaina queria induzir o parto de Rayanne para ficar com a criança.

Suspeita mentia que estava grávida

Segundo a delegada, Thainá mentia para a família dizendo que estava grávida. Nas redes sociais, a suspeita postava fotos de enxoval e dizia que o nome da filha que estava esperando era Laura. Na casa dela, os policiais também encontraram um laudo que dizia que ela tinha ovário policístico, o que dificultava sua gravidez, principalmente pela falta de tratamento.

A delegada também disse que Thaina acreditava que Rayanne estava grávida de oito meses e meio, e por isso, com ajuda do marido Fábio e de outro familia, teria induzido o parto da vítima, que possivelmente terminou em tragédia, já que Rayanne estava grávida de sete meses.

Fábio Luiz de Souza, o marido de Thaina, foi preso no sábado (24) por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Denúncias recebidas pela DDPA apontam que ele e um outro familiar da suspeita foram vistos saindo da casa com sacolas. Ellen Souto diz que Fábio afirmou que sabia que a mulher não estava grávida, e que disse em depoimento informal que o único erro da vida dele "foi ter casado com aquela mulher doente".

Desaparecimento

Raynne sumiu após sair de casa, em Padre Miguel, na zona oeste do Rio, para buscar doações com uma mulher que havia conhecido em uma rede social. Ela se encontrou com a suspeita, que havia se identificado como Lidia, na Central do Brasil, de onde se dirigiram para a casa de Thaina, em Magé, na Baixada Fluminense.


Via R7
28/12/2016

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