Uber mais caro revolta usuários




O que antes era visto como alternativa mais barata à suposta baixa qualidade apontada por usuários do serviço de táxis se tornou, agora, um peso no bolso para quem já estava acostumado a usar o Uber. Após a última atualização do aplicativo de transporte de passageiros, em novembro, desapareceu o indicador que exibia a multiplicação do preço dinâmico, um acréscimo na tarifa em determinados horários quando a demanda por veículos está aumentada e a oferta, reduzida. Com isso, as tarifas estão mais altas em diversos horários do dia e, em alguns percursos, até o dobro, segundo passageiros.

A consultora de marketing Daniela Falcão acusa a Uber de ter cobrado R$ 20 a mais que o valor normal em uma viagem feita da Lapa ao Grajaú, uma distância de pouco mais de 10 quilômetros. Segundo ela, na semana passada, o motorista cobrou R$ 48 pelo trajeto, alegando que o preço estava dinâmico. “O serviço pode atualizar, mas precisa ser transparente. Já pedi dois reembolsos, mas a Uber sempre encaminha respostas automáticas por email. Já tentei um acordo pelos meios de comunicação oferecidos pelo aplicativo, e, agora, vou acionar a Justiça”, disse.

A passageira reclama, ainda, da falta de carros em horários específicos: “Quando a tarifa está normal, os carros desaparecem. Quando o preço dinâmico entra em vigor, os motoristas ficam disponíveis. A impressão que tenho é que está virando uma máfia. Meus filhos e minha cunhada já deletaram o aplicativo devido à falta de transparência”.

Em nota, a Uber se defende das acusações explicando que “busca maneiras de melhorar a experiência das pessoas com a plataforma e isso inclui modificar o aplicativo para que ele fique mais simples”. Ainda segundo a empresa, os usuários “sabem antecipadamente qual será o preço exato” das suas viagens. E explica: “O mecanismo do Preço Dinâmico ajuda a equilibrar a oferta e a demanda, pois incentiva os motoristas a ficarem disponíveis, por exemplo, após o fechamento de bares no sábado à noite ou durante uma tarde chuvosa”.

O Procon informou que a mudança não fere o direito do consumidor, uma vez que o preço do percurso, estimado ou fechado, é informado com clareza antes que o cliente decida entre aceitar ou não a corrida. A Defensoria Pública disse que, até o momento, não recebeu nenhuma reclamação a respeito. Apenas este ano, 25.675 clientes registraram queixas contra o aplicativo no site Reclame Aqui. Em 2014, quando o app começou a se expandir pela cidade, apenas duas reclamações foram cadastradas na página.


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