Covardia: Jovem é estuprada em Queimados




Enquanto a maioria das famílias se preparava para dar adeus ao ano de 2016 em clima de festa, uma jovem de 22 anos, moradora de Queimados, na Baixada Fluminense, vivia o maior pesadelo de sua vida. A moça relatou o estupro que sofreu na madrugada do dia 31 de dezembro, enquanto dormia em sua residência. O desabafo foi feito na manhã desta terça (3) em um grupo composto por mulheres em uma rede social e logo ganhou repercussão nacional através da internet. O crime foi registrado na 55 DP (Queimados) e a polícia investiga o caso. A vítima tem duas filhas (de 6 e 4 anos), mas, felizmente, não dormiam com a mãe no dia do delito. Não vamos identificar o nome da moça, mas iremos chamá-la de XX. A Revista Queimados teve acesso com exclusividade ao depoimento da mulher, mas não conseguimos falar com ela, apesar de várias tentativas.



A vítima conta na rede social que pensou que ia morrer


A moça, que trabalha como manicure, ainda debilitada emocionalmente com a morte da mãe em setembro do ano passado, chegou em casa no dia 30 de dezembro por volta das 20h e notou a cama e o guarda roupas bagunçados. Após olhar as portas da casa, não percebeu nada de diferente e imaginou ter sido sua irmã, que tem livre acesso à sua residência. Cansada, XX foi dormir cedo, pois ia trabalhar no dia seguinte. Segundo relato da vítima nas redes sociais e à polícia, por volta das 3h30 da manhã, um homem armado coloca uma arma em direção à sua cabeça e anuncia um assalto. A partir daí a jovem começa a viver um verdadeiro inferno.

O criminoso pede 100 reais, mas XX disse ter apenas 52 reais. Neste momento a jovem foi agredida e, já com o estuprador em cima de si, pensou que fosse morrer. “Eu só chorava. Quando percebi que ele ia me estuprar, eu pedi misericórdia de vida! Ele com a voz muito excitada, eu com um nojo mortal, pensei: Vou morrer. Ele não vai me deixar viva”, relatou a moça.

O criminoso achou peças íntimas e produtos de sexy shop nas gavetas de XX. Ele perguntou se os objetos eram dela e, após a resposta afirmativa da moça, começou “efetivamente” o estupro. A jovem, em prantos, tentou lutar, mas novamente foi agredida e ameaçada. Após consumar o ato, o estuprador foi embora, deixando a vítima jogada em cima da cama. Atordoada, a moça percebeu que a grade de ferro que protegia a janela foi serrada, por onde o agressor entrou.


A moça relata que o estuprador ainda zombou dela depois do crime


"Queria morrer"

Frágil e psicologicamente abalada, a moça conta que pensou em se matar: “Peguei um cigarro, sentei no chão e chorei... Na hora, pensei em cortar o gás (a borracha) e explodir tudo”, conta. A jovem encontrou forças para chamar um vizinho e ir à delegacia. Com medo de engravidar ou pegar uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), a moça também foi levada ao hospital e ao IML (Instituto Médico Legal). Policiais da 55 DP (Queimados) investigam o caso.



Boletim de ocorrência do caso

O trauma com estupros não é novidade na família da moça. Segundo a jovem, sua mãe também foi violentada há sete anos e as investigações da polícia levaram o criminoso para atrás das grades. Isso a encorajou para ir à delegacia registrar o caso. Ela conta que os investigadores, na época, perguntavam se a vítima lembrava de algum detalhe do criminoso para facilitar a identificação do estuprador. “Por isso no meu caso eu fiquei atenta em tudo que estava acontecendo, mas não lembrei de nada... Ele não parecia ser um homem formado e parecia ter entre 16 e 19 anos”, disse. Ainda em seu relato, a vítima disse que o criminoso estava bem arrumado e cheiroso. Ele estava trajava uma bermuda jeans e uma blusa branca enrolada no rosto.

Agora resta seguir a vida e buscar ajuda. O apoio vem de todos os lados. Nas redes sociais, milhares de internautas dão força a jovem e muitos contam que já passaram pela mesma situação. A moça, desde então, começou uma campanha para a denúncia de estupros. Muitas mulheres são violentadas, mas não denunciam o crime por medo de represália e constrangimento.

Em uma postagem nas redes sociais, a jovem fez mais um desabafo, falou sobre seus medos e agradeceu o apoio que recebeu:

"Faço parte de um grupo muito conhecido ( ginas indelicadas) hoje pela manhã relatei a elas o que aconteceu comigo na madrugada do dia 31 ! E elas fizeram uma campanha contra o estupro .
Palitas eu não consigo acompanhar tudo, responder ... Mas quero agradecer toda a solidariedade todo carinho que vc (sic) tiveram pelo caso.
Recebi milhares de depoimentos de mulheres que passaram pelo mesmo e mensagens de mulheres do todo o país me dando força .
Para muitos é muito fácil, dizem levanta XX vai fazer alguma coisa passar o tempo se não vai virar um zumbi (sic)
Pra outros o sono que eu to tendo Durante o dia por não conseguir dormir a noite é preguiça (sic)
Eu agora tenho que saber lidar com tudo ! Receber uma mensagem no zap masculina e tremer a base, ir ao portão atender alguém , ir ao banheiro de madrugada , e dormir no quarto sozinha ! Práticas que hoje pra mim são desafios ...
Com a força dessas meninas eu to confiante que vou conseguir sai dessa . Marcas, trauma vão ficar porém , vou superalas (sic) por que Deus é maior !
Os que confiam no senhor São como monte de Sião que não se abalam mas permanesse (sic) para sempre !
Obrigado a todos e todas ! Amigos e amigas que me ajudaram a gritar e junto comigo lutam para que outras não se calem"
#naosecale
#violenciasexualecrime
#griteparatodos
#juntassaomosmaior



Via Revista Queimados
05/01/2017


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