´É muito difícil enterrar um filho´, diz mãe de criança que morreu em cachoeira de Magé

"Ele virou um anjo", diz Ana Bastos sobre a morte do filho Gabriel. Reprodução / Facebook


Uma criança de dois anos e 10 meses morreu afogada na última quarta-feira (11) após ser levada por uma tromba d'água em uma cachoeira de Magé, na Baixada Fluminense. Gabriel estava com o pai, o irmão Ruan, de 8 anos, e um amigo da família em um bar no bairro Rio do Ouro quando a enxurrada os arrastou para dentro da água. Eles não conseguiram segurar o menino, que acabou morrendo local.


O grupo tinha ido à região para buscar água em uma mina. Com o sol quente, resolveram parar em um bar para comer e tomar banho na cachoeira. Paulo, amigo da família que estava junto, relata que começou uma chuva forte acompanhada de raios e uma ventania. Eles resolveram permanecer no estabelecimento para se proteger durante a tempestade.

No entanto, a força da água acabou rompendo um muro do bar e eles foram arrastados para a cachoeira. Paulo conseguiu segurar a criança de 8 anos, mas o pai de Gabriel não conseguiu segurá-lo devido à pressão da água. O corpo do menino foi encontrado horas depois.

Vídeos gravados por moradores da região mostram a força da água que invade a cachoeira e os bares próximos à margem. Ana Bastos, mãe de Gabriel, diz que a família tem sido alvo de críticas de pessoas que ainda não sabem o que realmente aconteceu.

— Procurem saber o que foi que aconteceu, para não ficar apontando não, porque nós estamos sofrendo muito. Criticar e apontar é fácil demais e vocês afundam mais a gente. É muito difícil enterrar um filho. O meu filho era um bebê, um anjinho. E ele virou um anjo, portanto o nome dele era Gabriel.


Assista à reportagem:




Via R7
14/01/2017


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