Enfermeira morta ao sair do plantão é enterrada em cemitério de Nova Iguaçu



A enfermeira Aline de Paula Pereira, de 31 anos, morta a tiro quando saía do plantão, foi enterrada, na tarde desta quarta-feira, no Cemitério municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Cerca de 200 pessoas acompanharam a cerimônia. Parentes e amigos de Aline usaram uma blusa com sua foto.

Cerca de 200 amigos e parentes de Aline acompanharam seu enterro Foto: Igor Ricardo


Mãe de três crianças - de 3, 6 e 12 anos - ela levou um tiro na cabeça durante uma tentativa de assalto na Avenida Brasil, altura da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio. Aline havia acabado de sair do plantão do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, também na Zona Oeste.

Cássia Araújo de 56 anos, vizinha de Aline, lamentou a morte da amiga:

- Era uma mulher muito trabalhadora, amiga da família e prestativa. Vi essa menina nascer e é muito triste ter que enterrá-la agora.

Cássia Araújo, vizinha e amiga de Aline Foto: Igor Ricardo


A enfermeira foi uma das fundadoras do Moto Grupo Motociclistas sem Rumo, que existe há quatro anos. Integrantes do grupo fizeram um protesto pelas ruas no entorno do cemitério, durante o velório de Aline.

- Estamos muito sentidos com a perda dessa mulher batalhadora - disse Hido Silva, de 56 anos, presidente do Moto Grupo.

Motociclistas fizeram uma manifestação no entorno do cemitério Foto: Igor Ricardo

Nota de pesar

Nesta terça, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) divulgou uma nota de pesar lamentando a morte de Aline e destacando que "não é possível viver em um estado onde não há segurança e o seu direito de ir e vir seja cerceado de tal maneira que não possamos voltar do trabalho em segurança":

"O Coren-RJ lamenta o falecimento da enfermeira Aline de Paula, de 31 anos, ocorrido na noite da última segunda-feira (23), após uma tentativa de assalto na Avenida Brasil. A enfermeira saia de seu plantão e foi baleada na cabeça após dois bandidos tentarem roubar a moto em que a profissional estava.

Estamos profundamente consternados com o acontecimento. Não é possível viver em um estado onde não há segurança e o seu direito de ir e vir seja cerceado de tal maneira que não possamos voltar do trabalho em segurança.

Prestamos nossas condolências aos familiares e amigos da profissional de enfermagem e nos colocamos a disposição para qualquer apoio que possamos prestar neste momento de dor e tristeza".


Via Extra
25/01/2017


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