Filho do 10° policial morto no Rio em 2017 desabafa: ´Perdi meu maior tesouro´



Wesley Magalhães, filho do policial militar Fábio Magalhães Teixeira, de 44 anos, que morreu na madrugada deste sábado (14), desistiu de entrar para a corporação. Chorando a morte do pai, o jovem desabafou: “perdi meu maior tesouro”. O segundo sargento, lotado no 14° BPM (Bangu), foi o décimo PM morto em 2017.

Fábio estava na corporação há 20 anos, mesma idade do jovem. O policial foi baleado na barriga e na perna, na noite desta sexta-feira (13), ao abordar um carro com dois homens na Vila Kennedy.

— Meu pai sempre quis que eu seguisse a carreira dele, mas infelizmente desisti dessa profissão. É perigosa e os policiais não são reconhecidos pela farda que vestem e o perigo que correm no dia a dia. Meu pai está sendo só mais um para estatística porque não tem direitos humanos para a nossa polícia — lamentou Wesley.





O jovem lembrou que o pai, assim como os demais servidores do estado, estava com salário atrasado, mas sequer aceitava sugestões de sair da Polícia Militar.

— Ele não gostava que falasse da farda que ele vestia. Nunca teve medo. Era a profissão que ele escolheu e sempre amou.

Filho único, Wesley contou ainda que era muito grudado com o pai, um homem reconhecido pelo carinho com amigos e familiares:

— Era eu e ele para tudo e todos os momentos. Ele era divertido demais e durão nas horas certas. Sempre foi amigo de todos — finalizou o jovem.

Fábio Magalhães chegou a ser operado no Hospital municipal Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo dele será enterrado no Cemitério Jardim da Saudade de Sulacap, às 14h desta segunda-feira (15).


Via Extra
14/01/2017

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