Noite de crimes em sequência causa pânico em Guadalupe

Cerca de duas horas, três crimes em sequência assustaram quem passava pelo bairro de Guadalupe, na Zona Norte do Rio, na noite de quarta-feira (18).

Após a morte de policial militar, baleado por criminosos, em uma tentativa de assalto à joalheria de um shopping em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Logo depois, a 50 metros dali, criminosos fecharam as pistas da Avenida Brasil para roubar motoristas. Houve tiroteio, e muitos carros voltaram na contramão. Em seguida, em outro ponto do bairro, um motorista do Uber teve o carro roubado.

O cabo Cosme Rodrigues de Souza Junior trabalhava na 1ª Companhia Independente de Polícia Militar, no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. Ele estava no Shopping Jardim Gualaupe quando seis homens armados tentaram invadir uma joalheria. O policial reagiu e foi atingido na cabeça.

Um dos tiros quebrou o vidro de uma loja de brinquedos. O crime aconteceu por volta das 20h15. Imagens exibidas pelo Bom Dia Rio desta quinta-feira (19) mostra o PM sendo atendido no chão do primeiro piso do shopping. Policiais socorreram Cosme, mas ele morreu no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, para onde foi levado. Cosme Rodrigues de Souza Junior foi o 11º policial militar morto no Rio esse ano. A Polícia Militar disse que os criminosos fugiram do shopping sem levar nada.

Tentativa de arrastão


Minutos depois desse crime, quem passava pela Avenida Brasil ficou assustado com uma tentativa de arrastão. Testemunhas contaram que homens armados fecharam a pista sentido centro e trocaram tiros com policiais.


Imagens feitas pela TV Globo mostram os momentos de pânico com muitos carros e até um caminhão voltando na contramão, assustados, na pista lateral e na pista central da Avenida Brasil. De repente, um segurança fecha correndo as portas do shopping. Policiais militares saíram correndo do shopping, alguns carregavam fuzil.


“Agora ouvimos os tiros. A gente estava indo e não consegui passar. Estamos indo para casa. Meu pai, de 90 anos, no carro tomando um susto desses sem necessidade na noite quente. Todo mundo desesperado”, disse uma testemunha.

Dentro de um ônibus que passava pelo local, passageiros chegaram a sentar no chão, com medo de serem atingidos.

“Tiro para caramba. Do nada. O ônibus teve que voltar na contramão. A gente chegando aqui e essa rajada de tiros. Todo mundo se jogando no chão, ele encostou aqui agora e vamos ver no que vai dar, até que horas vai ficar aí. Você chega do trabalho cansado, o dia todo trabalhando, e a hora que vai chegar em casa, meia-noite, 1h da manhã que eu vou chegar em casa agora. Fazer o que, né”, disse o passageiro Adriano Feitosa.

Criminosos roubaram carro de motorista de Uber


A pista da Avenida Brasil ficou praticamente vazia, mas uma outra correria começou em seguida. Um carro de um motorista de Uber foi roubado. Segundo o motorista, ele foi rendido por criminosos, mas como o carro tinha segredo, acabou parando alguns quilômetros à frente, na Avenida Brasil.

“Eu peguei uma corrida na Estrada do Portela, em Madureira. Dois rapazes pediram uma corrida pelo aplicativo. Cheguei no local, e aguardei o passageiro. Vieram dois rapazes, falaram assim: ‘Guadalupe’. Eu falei assim: ‘está tranquilo’. Comecei a corrida, quando chegou na Luiz Coutinho, eles mandaram encostar. O de trás botou a arma no pescoço: ‘não olhe para trás não que eu vou te matar. Cadê o dinheiro?’. Eu falei: ‘não tenho, só tenho R$30’. Meteram a mão no meu bolso, pegaram a minha chave. Falaram ‘me dá o dinheiro’. Eu falei ‘não tenho’. ‘Então tá bom: desce do carro, não olha para trás e sai correndo’. Aí foi a hora que eu saí correndo. Eu falei: ‘não me mata não, estou com filho pequeno’. Só deu tempo de sair correndo”, disse o motorista.


Via G1
19/01/2017


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