Pai é suspeito de assistir a incêndio que matou bebê



A polícia suspeita que o pai de uma menina de um ano, que morreu carbonizada dentro de casa, em Assis (SP), é o principal suspeito do crime.

De acordo com testemunhas, o homem já estava fora de casa quando o fogo começou, e a porta fechada com cadeado.

“O que nós estamos apurando é que a casa estava trancada por fora com cadeado e ele assistia a tudo sem nenhuma reação, não arrombou ou estourou a porta para que saíssem os que dentro da casa se encontravam. Isso aliado ao depoimento da testemunha faz com que nós nos convençamos de que ele foi o autor desse incêndio", explica o delegado.

Segundo informações do G1, duas das cinco pessoas que estavam na casa ficaram feridas. A mãe da criança, de 23 anos, foi socorrida com ferimentos graves para o Hospital Regional e continua internada.

"Segundo os vizinhos, as brigas entre o casal eram constantes, com uso de álcool e drogas ilícitas também. Às vezes o suspeito desse incêndio dizia que atearia fogo na casa, o que teria sido feito com a família no interior da residência e ele do lado de fora", diz o delegado.

Uma vizinha do casal disse que estava acordada quando o incêndio começou.

"Eles começaram a brigar e ele falou para ela: vou matar você, vou tacar fogo. Daqui a pouco escutei um baque, já estava amanhecido, mesma coisa de uma bombinha, ai já vi a fumaça e sai correndo", lembra.

De acordo com a publicação, foram os vizinhos que ajudaram a retirar as crianças de 8, 6 e 2 anos da casa, porém, não conseguiram encontrar a bebê.

"Estava trancada a casa, gritou socorro, salva minhas crianças. Eu e um colega meu arrombamos a porta, puxamos e salvamos as três crianças e a mulher que estava desmaiada, só que o nenezinho nós não achamos. Ele engatinhou, se escondeu", concluiu.

Os bombeiros informaram que a bebê foi encontrada carbonizada ao lado da cama da mãe.

A avó das crianças, que dormia na casa, conta como aconteceu.

"Eu dormi com as quatro crianças do meu lado, só que a nenê mama peito foi com a mãe, eu dormi e não vi nada. Eu acordei com um rapaz esmurrando a minha porta que estava saindo fumaça. Arrombei a porta embaixo e salvei as três crianças, mas a outra não deu”, conta emocionada Adriana Fiuza.


Via G1/Notícias ao minuto
22/01/2017

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