PM do Rio determina uso obrigatório de coletes balísticos após mortes de policiais baterem recorde



O comando da PM determinou que todos os policiais em serviço usem, obrigatoriamente, coletes balísticos. A partir de agora, os comandantes de batalhão irão fiscalizar o uso de colete de todos os policiais que estiverem em patrulhamento. A medida — que consta de um documento assinado pelo coronel Cláudio Lima Freire, chefe do Estado-Maior Geral no último dia 6 — faz parte de um pacote organizado pelo comando da corporação para tentar diminuir o número de mortes de policiais. Até ontem, 10 PMs foram mortos no estado, sendo que três estavam de serviço.

Outra medida anunciada pela corporação é a criação de um curso para capacitar policiais sobre como agir em situações de risco durante a folga. A instrução começará a ser dada a partir de hoje, com agentes de diversas unidades. 


O projeto é que, semanalmente, 20 agentes participem dos cursos, que, segundo a PM, “visam habilitar os policiais ao porte de armas curtas e ao saque de forma tática e técnica”. A corporação também anunciou uma parceria com o Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (Sindcargas) para consertar veículos blindados, os caveirões, avariados.



Cristiano era lotado no Batalhão de Duque de Caxias Foto: Reprodução

Ontem, o sargento Cristiano Anunciação Macedo, de 40 anos, foi sepultado, no Cemitério Vila Rosali, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele foi morto por volta das 5h de domingo. Além do PM, também foi morto na ocasião Wallace dos Santos Pires. Cristiano era lotado no 15º (Caxias) e estava na corporação há 18 anos. Durante o sepultamento, a viúva do agente passou mal e precisou ser amparada por parentes.

Contagem pode chegar a 11

A PM contabilizava até a noite de ontem 10 PMs mortos em 2017. No entanto, o número pode chegar a 11 se um exame de DNA confirmar se o corpo carbonizado encontrado dentro da mala de um veículo incinerado, na tarde deste sábado, na Estrada Reta de Santa Cruz, em Itaguaí, no último dia 7 é do subtenente reformado Cássio Ferreira. O delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), afirmou que aguarda o laudo para garantir que se trata do PM.

A organização SOS Polícia é quem organização a ação Foto: Divulgação

A investigação do assassinato do sargento Cristiano Macedo também está a cargo da DHBF. Na ocasião, Joyce Kelly de Jesus Dias, de 20 anos, foi baleada e socorrida no Posto de Atendimento Médico (PAM) de Meriti. Ela contou a policiais do 21º BPM (São João de Meriti) que o sargento discutiu com outro homem na saída de uma festa no Fazenda Futebol Clube. Wallace, que também foi vítima do ataque, tentou intervir e o homem que batia boca com Cristiano atirou. No sábado, uma manifestação em Copacabana alertou para a violência contra PMs. Na areia foram colocadas cruzes que simbolizavam agentes mortos.

Via Extra
17/01/2017

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