Polícia investiga de onde partiu tiro que atingiu menina de 2 anos no Rio

Lanchonete onde menina foi baleada tinha reforço policial neste domingo (Foto: Henrique Coelho/G1)

Os investigadores da Polícia Civil querem saber de onde partiu o tiro que atingiu a menina Sofia, de 2 anos, baleada durante uma perseguição policial. Durante a madrugada de domingo (22), peritos da Polícia Civil estiveram na lanchonete em Irajá, onde a menina estava com a família no momento do tiroteio. Os policiais viram, o que parece ser, a marca de onde a bala passou.

As armas dos policiais militares que estavam na perseguição também foram apreendidas. Sofia foi atingida por uma bala perdida no rosto enquanto brincava no parquinho da lanchonete. O corpo da menina foi enterrado na tarde deste domingo (22), no Cemitério de Irajá, também na Zona Norte. O clima antes do enterro era de revolta e indignação de parentes.

Neste domingo (22), a poucos metros do Cemiterio de Irajá, na Zona Norte do Rio, a lanchonete onde ocorreu o crime era protegida com uma viatura da PM. A área de brinquedos infantis, onde a menina brincava ao ser atingida, estava às escuras e fechada.

Mãe desabafou em rede social: 'Era o meu grude, era a minha vida'
"Ela foi o melhor de mim, era o meu grude, era a minha vida!". A mãe da menina desabafou em uma rede social sobre a perda da filha.

"Deus me deu, Deus tomou. Hoje eu perdi o meu anjo. Um anjo que com 2 anos e 7 meses, me ensinou as melhores coisas da vida. Me ensinou a amar, me ensinou a viver, me ensinou o que é ter uma amiga de verdade... amigas pra sempre, como ela mesma dizia. Ela foi o melhor de mim, era o meu grude, era a minha vida!", escreveu a mãe.

Pai ouviu disparos


O pai da criança, o policial militar Felipe de Souza Amaral Fernandes, esteve na manhã deste domingo (22) no Instituto Médico-Legal (IML) para reconhecer o corpo da filha. "Sofia era linda, alegre, inteligente, mais que todas as crianças que eu já tinha visto. Só trouxe alegria para mim e para a minha esposa", disse ele.

Felipe contou que estava com a família na lanchonete quando reconheceu o barulho dos tiros. Ele e a esposa procuravam pela filha que não saía do brinquedo quando percebeu que a menina estava ensanguentada.

"Eu reconheci logo, levantei pra ver o que que estava acontecendo enquanto as mães que estavam ao redor foi em busca dos seus filhos no brinquedo. Escutei a minha esposa gritando o nome da minha filha, perguntando ‘Sofia? Sofia?’, ela não aparecia. Quando eu escutei, fui correndo atrás também, não consegui achar. Quando saíram todas as crianças eu vi que, realmente, ela não saía. Subi na grade do brinquedo e vi que ela estava lá em cima, ensanguentada na cabeça."

Ainda de acordo com ele, havia uma viatura perto do local e ele acredita que o tiro que atingiu a menina tenha sido disparado pelo suspeito de roubar um carro.


"Tinha uma viatura do batalhão do lado de fora, então me identifiquei como policial também e eles me levaram para o Getúlio Vargas. Infelizmente, ela não resistiu. Acredito que seja uma perseguição que teve de um carro roubado do Automóvel Clube e teve fim lá na Monsenhor Félix com um capotamento. Só tinha um elemento, eu acho. O tiro que ele deu a esmo, acredito que tenha sido ele, acabou atingindo a minha filha", disse.

Via G1
23/01/2017

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