Surto de febre amarela ameaça o Brasil



A Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou nesta sexta-feira (20) a morte de 25 pessoas em decorrência do surto de febre amarela no Estado. As mortes foram registradas nos municípios de Ladainha (8), Ipanema (3), Piedade de Caratinga (2), São Sebastião do Maranhão (2), Itambacuri (2), Malacacheta (2), Teófilo Otoni (2), Imbé de Minas (1), Ubaporanga (1), Poté (1), Setubinha (1).

Balanço da secretaria aponta 272 casos suspeitos de febre amarela silvestre no Estado, desses, 47 já foram confirmados. O Ministério da Saúde afirmou que além desses casos confirmados, há 71 mortes e 154 casos suspeitos ainda sob investigação.

Além disso, diz o ministério, os casos continuam concentrados na mesma região de mata silvestre dos 39 municípios mineiros com notificações de casos suspeitos.O ministério informou ainda que já enviou ao Estado mais de 2 milhões de doses extras de vacina contra febre amarela e que 350 mil serão encaminhadas no início da próxima semana.

A secretaria afirma que já distribuiu 1.622.075 doses de vacina febre amarela no Estado, principalmente nas unidades regionais de saúde onde as mortes foram confirmadas : Coronel Fabriciano (430 mil), Governador Valadares (205 mil), Manhumirim (311 mil) e Teófilo Otoni (410 mil).

Em 2016, o Ministério da Saúde registrou sete casos da doença nos Estados de Goiás (3), São Paulo (2) e Amazonas (2). Desses, cinco pessoas morreram. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre. Municípios com casos notificados de febre amarela

OUTROS CASOS

No Espírito Santo, também aumentou o número de casos suspeitos da doença, chegando a 11, porém, nenhum confirmado por febre amarela. As suspeitas são dos municípios de de Ibatiba, São Roque do Canaã, Conceição do Castelo, Colatina, Baixo Guandu e Iúna. Mais de 500 mil doses extras foram enviadas para 26 cidades na divisa com o Estado de Minas Gerais.

Casos de febre amarela em humanos costumam ser precedidos do falecimento de macacos pela doença -em São Paulo, duas pessoas morreram no final do ano passado. Apesar disso, a situação está sob controle em São Paulo. De acordo com a pasta, desde o final do ano passado o ministério está aplicando medidas de prevenção e controle da doença.

RECOMENDAÇÃO

De acordo com o ministério, 19 Estados brasileiros já têm recomendação para a vacinação, e em janeiro 650 mil doses foram distribuídas como parte da rotina do calendário nacional de vacinação.

No ano passado, segundo a Saúde, foram repassadas mais de 16 milhões de doses da vacina para todo o país, e em 2017 outras 25 milhões de doses foram compradas. O Brasil, salientou o ministério, é exportador de vacinas de febre amarela.

A recomendação do Ministério da Saúde é que as pessoas que forem viajar para as áreas afetadas se vacinem contra a doença, mas essa não é uma obrigação, ou seja, não haverá fiscalização.

No caso de crianças até cinco anos que residam em áreas de risco ou viajarão para essas regiões afetadas, a recomendação da pasta é uma dose da vacina aos 9 meses de idade e outra dose de reforço aos quatro anos.

Para adultos que vão viajar para áreas afetadas, a recomendação é tomar vacina pelo menos 10 dias antes da viagem, caso seja a primeira vez.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que cada pessoa tome somente uma dose da vacina na vida contra a febre amarela, mas por precaução o Ministério da Saúde recomenda duas doses.


Com informações da Folhapress

22/01/2017



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