Traficante Arafat é acusado de ordenar morte de jovem por causa de músicas exaltando facção rival

Arafat foi preso no fim do ano passado Foto: Divulgação PM

O traficante Carlos José da Silva Fernandes, o Arafat, considerado sucessor de Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, é acusado de envolvimento no sequestro e morte de um jovem, em setembro de 2015, no Morro da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte. Segundo as investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Max da Silva foi assassinado porque tinha em seu celular músicas exaltando facção criminosa rival à de Arafat.

O jovem saiu de casa, em Marechal Hermes, na tarde do dia 25 de setembro de 2015. A família acreditava que ele iria para a escola, na Vila MIlitar, em Deodoro. O jovem, no entanto, desceu do ônibus Estrada João Paulo, na altura da comunidade Proença Rosa, em Honório Gurgel, que na época era dominada pela facção de Arafat. Ele foi abordado por traficantes, que teriam encontrado as músicas em seu celular.

Após ter sido espancado, de acordo com as investigações, o jovem foi colocado no porta-malas de um carro pelo traficante identificado como Suel e outros criminosos, e levado para a Pedreira. No local conhecido como Campo do Roberto Carlos, Arafat autorizou a execução do jovem, que, em seguida, teve o corpo queimado no chamado micro-ondas do tráfico.

Em depoimento, a mãe do jovem contou que logo após o filho ter saído de casa, na tarde do dia 25, recebeu uma ligação do telefone do jovem. Do outro lado da linha, o interlocutor avisou: "Tia, pegamos seu filho". Em seguida, o homem quis saber se Max era trabalhador e pediu que a mãe fosse buscar o filho na Proença Rosa.




No meio do caminho, ela ligou para o celular do jovem e um homem atendeu, identificando-se como Max, e dizendo para ela não se preocupar, pois já havia sido liberado e estava indo para a comunidade da Palmeirinha. A favela é dominada pelo Comando Vermelho. Ela acredita que os traficantes que estavam com seu filho queriam apenas saber se ele possuía algum conhecido no local.

Arafat foi indiciado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros por homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido), além de destruição, subtração ou ocultação de cadáver. Ele já foi denunciado pelo Ministério Público estadual. A denúncia foi aceita pela Justiça no fim de novembro do ano passado. A polícia ainda tenta informações sobre o traficante Suel e outros criminosos que participaram do crime.

Arafat foi preso pela Polícia Militar em 30 de novembro do ano passado, na Avenida Brasil, altura de Acari. Ele estava numa picape, voltando de Angra dos Reis e indo para a Pedreira.


Via Extra
24/01/2017

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