Morador da Baixada desaparecido há três anos encontra a família graças à ajuda de profissionais da UPA



Um idoso de 83 anos reencontrou a família após mais de três anos de buscas. Jorge Ramos Valença foi encontrado na útlima sexta-feira por policiais militares e falava frases desconexas. Ele afirmava que morava em São Mateus, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense e repetia o próprio nome. Jorge foi atendido na UPA de Madureira.



O reencontro emocionou Jorge e as familiares Foto: Divulgação

Após o atendimento, a assistente social da unidade resolveu tentar encontrar a família do idoso. Michele Rosa Brandão entrou em contato com a polícia, e descobriu que havia um boletim de ocorrência na delegacia de Belford Roxo sobre o desaparecimento de Jorge.

"Percebi que ele estava desorientado e precisava de ajuda. Conversei com ele, descobri que não era morador de rua e comecei a procurar sua família", explicou Michele.


Equipe da UPA Madureira ajudou a localizar família Foto: Divulgação

A famíia identificou Jorge por fotografias e foi imediatamente buscá-lo. O reencontro aconteceu na tarde da última segunda-feira. Emocionadas, a irmã do idoso Nadir Policarpo, de 80 anos, e a sobrinha Nadir Policarpo Filha, de 60 anos, pareciam não acreditar que as buscas haviam terminado.

"Assim como a minha mãe encontrou o irmão, outras almas boas, como a Michele, podem ajudar a encontrar pessoas desaparecidas de outras famílias", afirmou a sobrinha de Jorge.

Jorge estava desaparecido há três anos Foto: Divulgação

A história da família emocionou os funcionários da unidade. Para o Coordenador de Urgência e Emergência da Organização Social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS), responsável pela administração da unidade, o trabalho feito pela equipe é muito além da emergência.

"A equipe inteira da UPA Madureira está muito emocionada em poder promover o reencontro do Jorge com a família depois de tanto tempo. Detectar e ajudar a resolver questões humanitárias e sociais é ir muito além do trabalho em uma emergência. O atendimento humanizado e com sensibilidade, que busque entender a história do paciente, faz parte do trabalho do profissional de saúde. Isso não está escrito em nenhum protocolo mas é muito gratificante quando esse olhar atencioso ultrapassa os muros da unidade de saúde e consegue interferir numa fatalidade destas", concluiu.

Jorge Valença deixou a UPA acompanhado das familiares.

Jorge deixou a UPA acompanhado da família Foto: Divulgação



Via Extra
03/02/2017


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