Na prisão, Cabral se impressiona com culto evangélico e reclama da falta de visitas



Preso desde o último dia 17 e prestes a completar duas semanas no presídio Bangu 8, acusado de chefiar um grupo criminoso que desviou pelo menos R$ 224 milhões em contratos de obras com empreiteiras, o ex-governador Sérgio Cabral tem se queixado da falta de visitas de aliados. Ele divide com outros cinco presos da Operação Calicute a sua cela na ala F6.

Até hoje, apenas os deputados estaduais Paulo Melo (PMDB) e Cidinha Campos (PDT) e o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (PMDB), o visitaram — além da mulher Adriana Ancelmo e do filho, o também deputado Marco Antônio Cabral.

O ex-governador tem recebido suas visitas no parlatório do complexo, onde há uma mesa e quatro cadeiras. Usa sempre camisa branca, calção azul e sandálias havaianas. Com marcas de mordidas de mosquitos, Cabral se diz muito impressionado com o culto evangélico realizado no presídio.

Aos visitantes, o ex-governador tem relatado que essa é a maior provação que já passou na vida. Frisa que sempre foi um bom pai, um bom filho e fez bem para muita gente.

A um dos visitantes, Cabral disse que até a última quinta-feira sua cela ainda não tinha televisor nem ventilador. E que era possível escutar algumas programações das celas vizinhas.

No mesmo ambiente onde Cabral cumpre prisão, estão os operadores Carlos Emanuel Miranda, o Carlinhos, e José Orlando Rabelo; o ex-secretário de Obras Hudson Braga; Luiz Paulo Reis, apontado como laranja de Braga; e o ex-assessor Paulo Fernando Magalhães, apontado por Cabral, segundo relatos de visitantes, como o “grande injustiçado”. Todos seguiram o ritual de entrada no sistema carcerário e tiveram os cabelos raspados.

Para passar o tempo, Cabral optou pelo livro “Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo”, de Karen Armstrong. A obra, que analisa as origens do extremismo religioso nas três crenças, foi levada pelo ex-governador na mochila que carregou para o presídio. A deputada Cidinha Campos também ficou de levar livros para o amigo.



Via O Globo
10/02/2017


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