PM pede calma aos servidores e aos familiares de pms que pretendem realizar manifestações em frente aos batalhões visando impedir o trabalho dos policiais



A Polícia Militar do Estado do Rio apresentou, nesta terça-feira, seu posicionamento a respeito da intenção de parentes de agentes protestarem em frente a todos os batalhões da corporação, com o intuito de impedir o dia de trabalho dos servidores. A corporação afirmou estar “conscientizando seus integrantes das graves consequências de uma paralisação”.

“Protestos são legítimos, mas estamos buscando outra forma de reivindicar nossos direitos. Comandantes de unidades estão reunindo a tropa para alertar sobre os males incalculáveis e irreparáveis que nossa ausência causaria. Paralisar um serviço essencial afetaria toda a população, incluindo nossas famílias”, informou a Polícia Militar (PM), por meio de nota.

Durante a quinta-feira, montagens circularam pela internet antecipando uma paralisação para a próxima sexta-feira, dia 10 de fevereiro. As montagens foram desmentidas pela PM, por meio de uma postagem na página da corporação no Facebook: “(...) A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é a instituição que garante a “civilidade”, o ir e vir, o trânsito de pessoas. Só nós conhecemos a realidade nua e crua do dia a dia de policiamento (...). A quem interessa a barbárie?”.

Os servidores ativos, os inativos e os pensionistas da Polícia Militar cobram o 13º salário, o pagamento do Regime Adicional de Serviço (RAS) e o depósito de metas alcançadas em 2015. Outra reivindicação é o pagamento em dia do salário de janeiro.

Punições severas a quem aderir movimento de greve

Em função do regimento interno da corporação e pelas regras que regem o serviço militar, os policiais são proibidos de fazer qualquer tipo de greve. Caso um agente da ativa seja relacionado e tenha comprovada sua participação na paralisação de serviços, ele poderá ser preso administrativamente, responder a inquéritos policial e militar, e, caso necessário, passar por avaliação do conselho de disciplina da corporação. Segundo militares procurados pelo EXTRA, apenas a participação com o intuito de promover manifestações pode resultar em processo administrativo sob a acusação de incitação.

De acordo com servidores que trabalham na corporação, não há qualquer movimentação da tropa para uma possível paralisação. A expectativa, neste momento, é em relação a um provável ato de parentes dos agentes.



Via Extra
08/02/2017


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