Acusado de estupro coletivo também responde por homicídio e ocultação de cadáver



Acusado de participar de um estupro coletivo de uma adolescente no Morro da Barão, na Praça Seca, em maio do ano passado, Moisés Camilo Lucena, preso nesse sábado no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, responde na Justiça por outro crime bárbaro. 



De acordo com uma investigação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), quatro meses após o estupro coletivo Moisés, conhecido como Canário, matou um comparsa e desapareceu com o cadáver. Ao fim do inquérito, a Justiça decretou a prisão preventiva de Canário pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

A vítima, Leonardo Alcântara Lopes, nunca mais foi vista desde 9 de setembro do ano passado, quando sair de sua casa. O crime foi esclarecido dois meses depois, quando uma testemunha ocular procurou a delegacia e prestou depoimento. No relato, a testemunha revela que Leonardo já havia integrado o tráfico de drogas nas comunidades da Covanca e da Barão, onde Canário era um dos gerentes. A vítima teria deixado o tráfico por conta de uma dívida referente a um revólver, que sumiu após ser dado a um traficante indicado por Leonardo.

Na véspera do crime, numa operação da PM na Covanca, foi morto Nielson Souza de Oliveira, responsável por levar Leonardo para o tráfico. Segundo a testemunha, era Nielson que protegia Leonardo após a perda da arma. No dia seguinte à morte, Leonardo foi a uma boca de fumo na Barão saber o que tinha acontecido com Nielson. Quando chegou, foi abordado Canário e um comparsa, identificado como Luís Fernando da Silva Lima, o Coroa. De acordo com o depoimento, Leonardo chegou a dizer para os dois bandidos não “o jogarem fora” — termo utilizado para se referir a execuções dentro da quadrilha. Segundo o documento, em seguida, “Coroa e Canário efetuaram diversos disparos de pistola no rosto de Leonardo, que este morreu na hora e ficou com o rosto totalmente desfigurado”. Depois da execução, o corpo foi colocado na mala de um carro.


Traficante Canário é levado pelos policiais para a 25ª DP Foto: Reprodução

A prisão de canário pelo crime foi decretada em novembro do ano passado pelo juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari Machado Manfrenatti, da 2ª Vara Criminal.

Segundo a polícia, entretanto, Canário também foi um dos homens que teria encontrado uma adolescente, de 16 anos, nua e desacordada em uma casa, na Praça Seca, em maio do ano passado. Depois, ele teria levado a jovem para um local conhecido como “abatedouro”, onde os traficantes costumam utilizar como motel. A vítima reconheceu Canário como o homem que a segurava no momento em que ela despertou no quarto.

O caso veio à tona após a publicação de um vídeo no qual uma jovem aparecia desacordada, após ter sido vítima de violência sexual. Inicialmente, ela afirmou que tinha sido estuprada por mais de 30 homens, mas o número acabou não se confirmando. Além de Canário, Raí de Souza e Raphael Assis Duarte Belo também foram acusados de participarem do crime. Eles já foram condenados a 15 anos de prisão. Canário ainda não havia sido julgado porque estava foragido



Via Extra
21/03/2017



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